A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

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A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Sex Ago 01, 2008 3:07 am

Ando a escrever uma história bionicle, aliás, uma história bastante básica... muito semelhante às histórias originais, mas vocês dir-me-ão de vossa justiça.
Este capítulo da história Bionicle passar-se-á em Luza Nui, uma ilha flutuante criada para proteger o artefacto sobre o qual a história gira à volta, a Orbe. Falar-vos-ei sobre tudo isto mais pormenorizadamente na Introdução (capítulo 0, se quiserem).
No entanto os primeiros capítulos ainda não estão prontos. Pelo contrário, praticamente todas as personagens estão criadas, pelo que vou concluir este post com a promessa de vos escrever em breve e com a lista de algumas das personagens da minha história:

Toa Vaggo: Graças à sua Kanohi Rhyssa, Vaggo, o toa de fogo, consegue disparar poderosos raios de fogo pelos seus olhos, quentes o suficiente para derreter rocha. Nomeado líder da sua equipa, Vaggo tenta sempre fazer o seu melhor, distraindo-se por vezes do que se passa á sua volta.

Toa Koli: Koli é o toa de gelo e um filósofo que muitas vezes se desliga da realidade para explorar com a mente as grandes questões que exigem respostas. Felizmente Ketar e Arlo estão sempre dispostos a acordá-lo para a realidade. Com a sua máscara consegue reencaminhar os ataques dos seus oponentes para eles mesmos.

Toa Ondo: Ondo apareceu em Metro Nui com seis Toa Stones para invocar os toa que irão resgatar a Orbe. No entanto, nem tudo é o que parece. Para alguns, a sua triste história não pega…

Areavoiin: Areavoiin consegue, graças à sua máscara, fundir dois seres num só, algo que até ao momento não tem dado grandes resultados. Um dos grandes fiascos foi Chilak. Jurou solenemente guardar a Orbe, a qualquer custo.

Chilak: Chilak nasceu da fusão descontrolada de dois Gardious, provocada pela kanohi Ittamus de Areavoiin, que resultou num monstro incontrolável e completamente selvático, que viaja errantemente por Luza Nui, nunca saindo da mesma.

Makuta Dirus: É um terrível makuta que se manteve escondido, esperando por uma oportunidade para atacar. Porém o seu objectivo não é muito claro, não se sabe ao certo se deseja destruir a Orbe ou simplesmente apoderar-se dela.

Mais em breve, até lá Wink


Última edição por Lhikan em Sex Ago 01, 2008 9:13 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Guiler em Sex Ago 01, 2008 3:25 am

Gostei muito das características dos personagens, bem diferenciados e um enredo complexo. Está mesmo muito bom Smile Na história que estou fazendo mal expliquei os personagens, quem sabe eu até faça um capítulo explicando.
Estarei esperando pela história Smile .

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Ignika em Sex Ago 01, 2008 7:32 pm

gostei da introducçao, basica mas bem feita Wink e descreveste bastante bem as personagens

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Dom Ago 03, 2008 1:50 pm

Obrigadão Very Happy , se gostaram assim tanto eis então os dois primeiros capitulos desta história, isto se quiserem contar com a introdução como capítulo ( neste caso nº0):

BIONICLE
Luza Nui – Em busca da Orbe
por Lhikan


Introdução


Os eventos que ocorrem nesta história datam de há muito tempo, na verdade, à quanto tempo foi ninguém sabe ao certo, no entanto sabe-se que foi antes do grande cataclismo.

Quando a Kanohi Ignika foi criada pelos Supremos Seres, em conjunto foi criada a Orbe.
Com um núcleo composto de pura energia primordial, a Orbe foi construída com um único objectivo: quando a Ignika ficar sem energia (completamente negra), a Orbe será a única coisa capaz de a recarregar completamente, até à sua forma de pura luz. Porém, tanta energia condensada atraiu desde o seu nascimento todos aqueles sedentos de poder. Ao longo dos tempos foi defendida, e muitas vezes à custa de muito sacrifício. Ao fim de tantos sacrifícios só houve uma maneira de a defender. Uma grande área de terra foi elevada até aos céus, escondida com densas nuvens e foi construída lá uma grande fortaleza, que passou a ser a residência fixa da Orbe. Mesmo assim a busca pelo poderoso artefacto continuou, mas a sua procura tornou-se cada vez menos frequente.
Actualmente continua segura, porém o último ataque já foi há muito temo, tempo demais…

Capítulo 1 – A Reunião


A chegada de Ondo a Metro Nui fora bastante discreta, como desejava, mas a sua conversa com Turaga Dume foi uma outra história. Até os matorans que trabalhavam nos escritórios de Dume arrepiavam-se com os berros de cada um:
- Nem pensar toa, de forma alguma! Luza Nui está nas mãos da irmandade de Mata Nui, pelo que não há necessidade de enviar…
- Estava, …. - Respondeu Ondo – … mas isso agora acabou, juro-te turaga, sou o último toa de Luza Nui, todos os outros, mesmo os outros membros da irmandade, foram abatidos! A fortaleza está agora nas mãos de um tal Areavoiin, ao serviço dos dark hunters acho eu, e de alguns dos seus lacaios…… a situação está má Dume…
- E só agora é que dizes isso toa? Mesmo assim isso só quer dizer uma coisa, os dark hunters devem estar a apertar o cerco... como já imaginava … o que significa que não posso prescindir de nunhum dos toa que defende esta cidade…
- E a Orbe? – Perguntou o toa – É apenas uma questão de tempo até que aquele dark hunter ou algum dos seus lacaios descubra com manipular a sua energia, e quando isso acontecer, nenhum dos “teus toa” o poderá impedir!
- Talvez … – Concordou – … mesmo assim não há nada que eu possa fazer…
- Trouxe comigo seis Toa Stones, só me resta encontrar seis matorans ideais para o serviço e …
- Calminha aí! – Interrompeu Dume – Agora queres levar seis matorans, transformá-los em toa para então… nem pensar, temos de tentar entrar em contacto com a irmandade para…
- Não turaga! – Berrou Ondo – Não temos esse tempo! É agora ou nunca!
Turaga Dume ficou a reflectir sobre a conversa, mas acabou por ignorar a sugestão do toa e começou a entrar em contacto com a irmandade de Mata Nui, algo ainda ia levar algum tempo, se fosse bem sucedido. O toa saiu do salão aos gritos: “Velho decadente, arriscas a vida de todos nós por causa da tua teimosia!”. Mas Dume não se deixou intimidar.
Ondo começou então a procurar seis matorans, um de cada metro. De inicio não sabia o que procurar, mas depois de consultar os arquivos privados de Dume soube logo quem procurar. Não tardou a encontrar os seis que lhe interessavam:
- Pequenos matorans, o meu nome é Ondo, sou um toa que jurou defender Luza Nui até às máximas consequências, caso seja necessário, e estou aqui para vos pedir ajuda!
Os seis matorans ali presentes ficaram boquiabertos, e o toa ainda não tinha acabado…
- A Orbe está nas mãos dos dark hunters, e preciso de vocês, – ia dizendo enquanto entregava as Toa Stones aos matorans – e quando estiverem prontos irão enfrentar alguns dos seres mais malévolos deste mundo, mas para isso têm de aceitar este dever, o vosso destino e a vossa unidade como um todo, só então puderam ser toa.
Os pequenos matorans mantiveram-se concentrados por uns momentos, até que as Toa Stones começaram a bilhar e numa fracção de segundo explodiram numa onda de luz, atirando-os ao chão e deixando-os inconscientes durante uns poucos momentos. Quando recuperaram os sentidos já não eram matorans, mas sim toa:
- Ergam-se, toa, e apresentem-se!
O primeiro levantou-se ainda atordoado pelo choque:
- O meu nome é Vaggo e sou o toa…. de fogo?! – Interrogou-se o primeiro.
- Podes crer que és meu filho. – Declarou confiantemente Ondo, chegando a sua poderosa mão ao ombro de Vaggo.
- O meu nome é Ketar e sou o toa do ar! – Disse com todo o orgulho do mundo – E estou a adorar!
- Eu sou Omya, toa de água… – Disse a graciosa toa enquanto ajudava um dos outros a levantar-se – … sou a grande especialista em cuidados médicos e estou sempre pronta a ajudar o próximo!
- Estou simplesmente deslumbrado com todo este fenómeno que nos está a acontecer a todos, quer dizer, é simplesmente impressionante…
- O nome se faz favor… – interrompeu Ondo prestes a libertar um sorriso.
- Ah pois….. – Tentou responder – … Koli é o meu nome e … bem, aparentemente sou o toa de gelo…
- Bem… tenho de admitir que estou espantado, o que não é fácil, mas seja como for, Arlo é o meu nome e sou o toa da Pedra!
- O tempo para espantos e sustos ainda está para vir, mas creio que te aguentarás bem … Arlo. – Disse Ondo, piscando-lhe o olho.
- Bom, e só falto eu… – Constatou o último – Sou o Orgos e sou o toa de Terra!
- Então vou ter de te tratar com especial atenção Orgos, pois eu sou também um toa de terra – disse, enquanto se virava para todos os restantes toa – desculpem toda esta pressa e falta de informação, mas teremos tempo para histórias e explicações durante a viagem.
Concluiu o seu discurso com um estalar de dedos e quando se deram de contas o céu acima das suas cabeças encheu-se de Nivawks que pousaram perto. Perto de Ondo aterrou um ser magnífico, uma espécie de serpente prateada com o que parecia ser dois pares de asas e que apresentava uma especial devoção ao toa.
- Subam para os vossos Nivawks, toa, pois estão prestes a começar a maior aventura das vossas vidas!
E seguiram então, a caminho da mística Luza Nui, e enquanto os rahis alados batiam as asas, Ondo começou a contar toda a sua história mais pormenorizadamente aos novos toas, sobre a Orbe, a fortaleza que a encerra e sobre Areavoiin, que era de longe o tema que mais atentamente escutavam…

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Le-matoran girl em Dom Ago 03, 2008 2:22 pm

Bem, que belo começo Lhikan Very Happy Very Happy A sério que gostei, as personalidades que descreveste estavam bem interessantes e o primeiro capítulo está bem fixe. Aquele ser que tinha a forma de serpente parece ser bem interessante. XD E não sei porquê, achei graça ver o Turaga Dume aos berros Laughing

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Ignika em Dom Ago 03, 2008 9:17 pm

rande inicio, para quem pensava que a sua historia nao estava la muito boa surpreendeste pela positiva Wink

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Ter Ago 05, 2008 10:23 pm

Ainda bem que gostaram Smile

Aquele ser que tinha a forma de serpente parece ser bem interessante.

Se gostaste então vais adorar este capítulo Wink :

Capítulo 2 – As Boas Vindas de Chilak



A viagem já durava há muito tempo, e os Nivawks começavam a apresentar alguns sinais de fadiga:
- Ainda falta muito para lá chegarmos? – Perguntou impacientemente Arlo
- Não meu caro, já não falta muito para lá chegarmos… – respondeu Ondo
- E depois não vejas isto como uma viagem para um dado destino... – começou Koli – … mas sim como algo mais profundo, uma viagem de reflexão ao teu próprio ser…
- Pronto! – Protestou o toa da pedra – Agora é que esta viagem se tornou mais comprida…
- Tem calma Arlo! – Exclamou Omya – Se Ondo nos disse que não falta muito é porque não falta muito.
- Ahhh… malta, vocês já repararam naquelas nuvens ali ao fundo… – Reparou Vaggo – … é impressão minha ou elas estão completamente imóveis?
Ficaram todos a olhar atentamente, até que Ondo declarou:
- Meus amigos, aquelas nuvens que vocês estão a ver são as nuvens que rodeiam Luza Nui! Dentro de pouco tempo lá estaremos!
Não muito depois os novos toa estavam a pisar a terra de Luza Nui, e os Nivawks, embora cansados, continuaram a voar, para além das montanhas cobertas de neve, para paragens desconhecidas. A serpente alada de Ondo continuava com ele:
- Eu e a Marlas vamos patrulhar a zona a partir dos ares, para descobrir um bom caminho até à fortaleza!
Porém, enquanto se erguiam no ar, foram brutalmente empurrados por uma grande criatura, também ela com dois pares de asas e quatro fortes braços, todos munidos de poderosas garras, mas com aspecto disforme, como se fosse uma mistura de um réptil voador com um insecto gigante. Enquanto Ondo e Marlas ainda estavam a cair, a monstruosa criatura dirigiu-se para os toa, abrindo a sua enorme boca. Felizmente, a única coisa que conseguiu abocanhar foi um grande calhau. No entanto, esmagou-o como se nada fosse:
- O que é isto? – Perguntou Arlo esbugalhado.
- A criatura que vos ataca é Chilak, uma aberração criada por Areavoiin! – Responde-lhe Ondo, ainda a recuperar da queda.
- E como conseguimos derrotar esta coisa? – Perguntou de imediato Orgos.
- Usem os poderes das vossas máscaras kanohi, concentrem-se tal como se concentraram quando vos entreguei as Toa Stones!
Os toa tentaram, mas Chilak investiu novamente contra eles. Desta vez por muito pouco não apanhou Omya:
- Chega!!! – Protestou Ketar – Agora sou um toa do ar, vou levantar voo e dar-lhe tantas que se vai arrepender de se ter metido connosco!
- E desde quando é que tu voas? – Perguntou-lhe Orgos
Mesmo assim Ketar ignorou-o, e começou a subir velozmente os montes e penhascos da zona. Felizmente para ele, Chilak preparava-se para atacar novamente, e quando este tinha descido o suficiente, o toa do ar saltou-lhe para cima, ficando agarrado a uma das maciças patas da criatura.
Porém, Chilak limitou-se a sacudi-lo como se fosse um parasita, o que resultou numa terrível queda para o impetuoso Ketar. Todos ficaram horrorizados com o que se tinha passado, todos excepto Koli, que se mantinha concentrado.
A sua máscara começou a brilhar intensamente, e logo de seguida em torno do seu corpo formou-se uma aura que brilhava de igual forma. Mas, contrariamente ao esperado, todo aquele espectáculo aparentemente não estava a servir de nada, excepto para atrair a atenção de Chilak.
O monstro acelerou na sua direcção, e o toa de gelo manteve-se imóvel, esperando que o seu poder o ajuda-se naquela situação. No entanto, nada acontecia e Chilak aproximava-se cada vez mais. Vaggo, sentindo-se impotente perante a situação tentou concentrar-se, tal como Ondo lhes tinha dito, e pouco depois também a sua Kanohi Rhyssa começou a brilhar, assim como os seus olhos. Quando Chilak estava prestes a alcançar Koli, dos olhos de Vaggo nasceram dois potentes raios de fogo que atingiram a horrível criatura mesmo na couraça, atirando-a contra uma enorme rocha. Assim que recuperou os sentidos, Chilak levantou voo para nunca mais voltar à aquela zona.
- O que me aconteceu? – Pergunto Vaggo escandalizado, assim que a sua máscara deixou de brilhar.
- Bom… parece que… – Disse Ondo, até que foi interrompido pelos agonizantes gemidos de dor de Ketar.
- O meu braço! – Gritava – Acho que parti o meu braço!
Omya foi a primeira a chegar ao pé dele. Numa situação normal ela saberia como tratar o problema, porém naquelas condições, sem qualquer instrumento, tudo aquilo parecia ser um caso perdido. A única coisa que podia fazer era passar a sua delicada mão pela ferida de Ketar. Quando assim o fez, a sua máscara Kanohi Nessersi começou a brilhar, tal como a Rhyssa de Vaggo. Assim como a máscara, a mão de Omya começou também a brilhar e em breve a ferida de Ketar também, até que desapareceu por completo. O toa do ar então levantou-se de imediato:
- O meu braço… – Constatou abismado – … está como novo, como se nada tivesse acontecido…
- Parece que vocês os dois descobriram os poderes da vossas máscaras. Tu Vaggo consegues disparar poderoso feixes de fogo pelos olhos enquanto que tu Omya, consegues curar feridas pelo toque das tuas mãos!
Ondo regressou à sua criatura alada, que se encontrada bastante ferida:
- Omya minha querida, achas que podes dar-me aqui uma ajudinha?
- Claro! – Respondeu prontamente.
Em breve a magnífica criatura ergue-se, totalmente recuperada pelo toque miraculoso da toa da água, grasnando carinhosamente:
- A Marlas agradece-te Omya!
- Marlas? É esse o seu nome?
- É o nome da espécie, e como tenho uma fraca imaginação para nomes acabei por baptiza-la com o nome da própria espécie. – Respondeu um algo envergonhado – No entanto acho que já chamamos à atenção de olhos indesejados, pelo que deverá ser mais prudente prosseguir a pé!
Como se estivesse a ler-lhe a mente, Marlas levantou voo até que ninguém a conseguiu ver. Desta feita, seguiram todos o plano de Ondo, e continuaram em frente.

Entretanto, na fortaleza de Luza Nui:
- Galoos! Que notícias me trazes?
- Meu lorde Areavoiin, recebi notícias de que sete figuras desconhecidas apareceram na zona sudeste de Luza Nui, e que aparentemente estão a caminho daqui! – Respondeu a pequena figura.
- Não pode ser… – Reagiu – … que perigo nos apresentam?
- Segundo me disseram um deles arrumou Chilak em dois tempos…
- Humm … – Constatou a majestosa figura – … seja como for, a Orbe nunca cairá nas mãos destes “ilustres desconhecidos”!
- Os novos Gardious estão prontos… sugiro que os usemos.
- Sim! Envia-os com a missão de eliminar estes intrusos, sem qualquer piedade!
- Que assim seja feito, meu lorde! – Respondeu a diminuta e misteriosa figura, deixando a ampla sala, e a poderosa figura a reflectir sobre as suas recentes ordens…

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Xoninhas em Qua Ago 06, 2008 3:32 pm

acho muito fixe e interssante, e bem estroturada, e tambem muito GRANDE.
Gostei Very Happy

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Qua Ago 06, 2008 3:39 pm

Obrigadão Wink , pois é bastante grande mas sabes que esta coisa de escrever Fics não é fácil, por um lado quero fazer uma história relativamente curta e resumida para não maçar, mas tento descrever as acções e situações o melhor possivel para não deixar muitos espaços em branco...o equilíbrio não é fácil e dou comigo a pensar e pensar durante horas sobre como hei-de e escrever isto e aquilo... scratch

No entanto há uma coisa que posso prometer, para os amantes de acção o próximo capítulo vai ser demais Smile , mas vão ter de esperar mais um bocadinho.... Razz

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Guiler em Qua Ago 06, 2008 10:32 pm

Acabei de ler a segunda parte, e digo que ficou mesmo uma ótima história! Smile Continua a fazer, está mesmo muito bom. Estou esperando pelo próximo capítulo.

E também, eu não me importo muito com o equilíbrio de uma história pequena e compreensível ou grande e tal, na maioria das histórias que faço eu esqueço de resumir, fica ás vezes até um pouco confuso. Mas a sua está mesmo bem legal.

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Sex Ago 15, 2008 12:36 pm

Eis o 3º Capítulo, obrigada por esperarem:

Capítulo 3 – Confrontando os Gardious

Acabara de amanhecer em Luza Nui, e o grupo dos toa continuava o seu caminho. Embora o seu encontro com Chilak tivesse sido aterrador, todos estavam confiantes, todos excepto Koli:
- Que se passa contigo, não me pareces bem. – Reparou Omya
- Sinto-me inútil… – respondeu – eu bem tentei mas a máscara não fez nada! – Respondeu-lhe o toa do gelo.
- Se calhar o teu poder não serve para a luta, como o meu por exemplo!
- Mesmo assim…
- Tem calma Koli. – Interrompeu Ondo – Ainda só dois de vocês os seis é que descobriram o vosso poder, é normal não se conseguir à primeira…
No entanto, com tanta conversa, nenhum dos toa reparou que o grupo estava a ser vigiado. O seu aviso só chegou quando do nada surgiu um feixe brilhante que fez explodir um bocado do seu caminho à sua frente. Quase todos caíram para trás com a onda de choque resultante do embate:
- Gardious! – Disse de imediato Ondo, um dos poucos que conseguiu ficar de pé.
- Desculpa? – Perguntou Ketar estupefacto.
- Gardious, seres feitos de sólida pedra à qual foi dada vida, criados para guardar a Orbe… – Respondeu – … mas julgava que tinham sido todos destruídos… devem ter feito mais!
- Se protegem a Orbe, então deveriam estar do nosso lado! – Declarou Vaggo.
- Pois… mas eles são como robots, limitam-se a cumprir ordens, no seu caso, às ordens de quem possui a Orbe!
Após uns poucos momentos de calmaria vários feixes semelhantes ao primeiro surgiram de vários pontos distintos.
- Toa! Preparem-se para a batalha! – Apelou Ondo.
- Mas… como? – Perguntou Orgos.
No momento em que ia responder, um maciço ser alado apareceu do nada e agarrou Ondo. Era Neromous, o guardião dos ventos, que com o auxílio das suas duas asas elevou Ondo até bastante alto, porém este último conseguiu libertar-se com a ajuda da sua mão dourada (mais forte), aterrando de uma forma mais cuidada. Omya correu de imediato para ele:
- Ondo, estás bem? Onde te feriste?
- Não te preocupes comigo…
- Lembra-te de que nestas questões de saúde não vale a pena estares a mentir-me, pois a minha máscara dir-me-à se estás ou não ferido…
De facto estava, mas a toa da água tratou rapidamente do assunto:
- Obrigada Omya, – Agradeceu, enquanto se virava para os outros toa que se viam aflitos para se desviarem dos feixes que iam surgindo – toa! Usem as vossas lanças de guerra para deflectir os seus feixes e usem também os vossos elemental bows para os atacar!
Como se estivesse a dar o exemplo, a dourada mão de Ondo recolheu-se, dando lugar a uma espécie de arco também ele dourado. Então o antigo toa disparou um feixe, tal como os dos gardious, destruindo um maciço rochoso onde estavam escondidos dois gardious. Todos os outros sacaram dos seus respectivos bows, e contra-atacaram. Omya, apercebendo-se de que Neromous pairava sobre ela, sacou de imediato a sua Aqua Lance. Quando o gardious lhe disparou um feixe, com o seu Core Beam, ela o reflectiu de volta ao seu criador com a sua lança, falhando o alvo por muito pouco. O guardião dos ventos retirou-se.
Sem saber, Orgos tinha a sua Kanohi Oklaii a brilhar e começou a sentir uma estranha sensação do seu lado direito, algo como uma ligeira sensação de formigueiro, e quando se virou para a direita é que viu que não o devia ter feito. Levou com um poderoso embate de Emous, o guardião das grutas. O pobre Orgos literalmente vou para o meio do campo de batalha.
Ketar e Argo mantinham-se juntos, porém sabiam que estavam rodeados e que era uma mera questão de tempo até serem apanhados:
- Temos de fazer algo, ou passamos á história! – Disse o toa do ar.
- Ai sim sr.Inteligência…? - Protestou Arlo – E como vamos fazer isso?
Distraídos, por pouco não foram abalroados por Cazeous, o guardião da montanha. Ágil e veloz como um raio, de um segundo para o outro Cazeous já estava a dezenas de metros dos dois toa:
- Tive uma ideia! – Dise o toa do ar – Vou agarrar aquela criatura e usá-la contra os outros!
- E como pensas conseguir agarrar aquele foguete com seis patas?
Ketar não deu importância às palavras do toa da pedra, limitou-se a correr em direcção a Cazeous, embora a distância entre os dois fosse cada vez maior. No entanto, enquanto começou a correr, a sua máscara Kanohi Maqiir começou a brilhar e numa fracção de segundo desapareceu de ao pé de Arlo e reapareceu no mesmo instante nas costas do guardião da montanha. Rapidamente começou a controlá-lo.
- Aquele tipo acabou de se teleportar à minha frente?! – Disse Arlo para si mesmo, completamente abismado.
Entretanto Orgos estava literalmente entre a parede (de rocha) e a arma, neste caso, o Core Beam de Emous. Quando este estava pronto a disparar apareceu Omya, que reflectiu o feixe de volta ao guardião das grutas, tombando-o.
- Da próxima vez já sabes, usa a tua lança. – Disse-lhe, piscando o olho ao toa.
- Eu não tenho lança! – Respondeu – Ao invés disso tenho antes dois elemental bows!
- Não te preocupes, eu protejo-te a retaguarda, estás ferido, precisas da minha ajuda?
- Deixa-te estar miúda, eu aguento-me, sou dos rijos! – Respondeu-lhe, retribuindo-lhe a piscadela.
No entanto Emous estava de novo a levantar-se. Infelizmente para ele, só reparou no frenético Cazeous quando este já estava praticamente em cima de si. Deu-se uma colisão brutal. O guardião da montanha perdeu a consciência e até Emous, dotado de grande força e resistência físicas, ficou atordoado ali durante uns momentos. Ketar, por ter saltado a tempo, fora o único a ficar “menos mal” naquela situação:
- Ufh! Meus amigos… – Disse a cambalear – … esta foi a cavalgada da minha vida!
Porém, Neromous, o guardião dos ventos, pairava não muito longe deles, e Arlo reparou no gardious:
- Se eu pudesse voar ou algo assim… – pensou ele, enquanto olhava fixamente para a criatura.
Então a sua máscara, Kanohi Ebora, começou a brilhar e num dado instante disparou uma onda de som contra o gardious, à qual escapou mesmo a tempo. Arlo não desistiu, e continuou a disparar ondas de som, como se sempre o tivera feito. A segunda e a terceira falharam, mas a quarta atingiu o alvo, atordoando-o por uns instantes, fazendo-o cair. Porém, estava prestes a cair sobre Orgos e os outros. A sua Oklaii começou novamente a brilhar, só que desta vês a “sensação” vinha de cima. Não repetindo o erro de há bocado, o poderoso toa da terra agarrou em Omya e em Ketar e saltou para a frente, escapando à queda do guardião dos ventos.
Vaggo também estava a ter o seu momento com Yakous, o guardião da lava. Conhecido e temido pelo seu poderoso Core Beam, que ao que se pensa é o mais poderoso de todos os gardious, atacou o toa de fogo lançando-lhe um potente feixe, ao qual Vaggo só conseguiu responder disparando ele também um feixe através do seu bow. Quando os dois colidiram deu-se uma explosão cuja onda de choque atirou o toa contra uma rocha.
Pensando que já tinha ganho, o gardious aproximou-se do toa de fogo, preparando-se para disparar mais um feixe. Vaggo tinha outras intenções e depressa a sua máscara começou a brilhar: “Vamos lá ver se gostas disto também!”. Novamente os seus olhos começaram a brilhar e num instante dois potentes raios de fogo saíram dos olhos do toa, atingindo directamente o peito do gardious, e trespassando-o. Yakous caiu no chão e nunca mais voltou a levantar-se.
Spinous, o guardião da névoa, encurralava Koli, ameaçando-o com as suas impressionantes pinças. O toa do gelo sacou imediatamente da sua Glacial spear, a qual o espinhoso gardious agarrou em ambas as extremidades com as pinças, e o atirou ao ar, separando o toa da sua arma. A queda não foi violenta e Koli rapidamente levantou-se e ao notar que o guardião da névoa se aproximava começou novamente a concentrar-se, tal como Ondo lhes tinha dito a quando do encontro com Chilak. Rapidamente a sua máscara começou novamente a brilhar e também novamente apareceu uma aura brilhante em torno do seu corpo, porém nada mais acontecia e Spinous preparava-se para usar o seu Core Beam. No último momento, quando tudo parecia que ia terminar, surgiu Ondo entre os dois e, usando novamente a sua mão dourada, esmurrou o gardious, derrubando-o:
- Estás bem miúdo? – Perguntou enquanto via o brilho da máscara de Koli a desaparecer, bem como o da aura.
- Sim, estou… – Respondeu, desapontado.
A batalha tinha terminado e estavam todos juntos de novo, todos felizes e confiantes depois deste sucesso. Só Koli se manteve afastado enquanto todos os outros gabavam-se dos seus feitos e descobertas. Todos os gardious sobreviventes tinham desaparecido, todos excepto Shammous, o guardião dos pântanos, que esperava no meio dos escombros para fazer uma emboscada, e tinha na mira o toa do gelo. Quando achou que estava suficientemente próximo do seu alvo saltou na sua direcção, abrindo a sua grande boca repleta de presas:
- Cuidado Koli!! – Gritou Vaggo, a correr na direcção do toa de gelo.
Felizmente consegui-o empurrar, mas não conseguiu ser rápido o suficiente para escapar ao guardião dos pântanos, e acbou por ser mordido na perna esquerda. Quando Shammous finalmente o largou e se virou contra Koli foi repelido pelos disparos dos outros toa. De qualquer forma o estrago já estava feito.
- Vaggo! – Gritava Omya – Estás bem?
- É a minha perna… acho que … não a consigo sentir…
A toa da água foi directa ao assunto, reparou as poucas feridas num instantes mas o toa do fogo continuava a gemer de dores:
- Não estou a perceber, porque é que ele ainda está a gemer? – Interrogou-se Arlo
- Veneno! – Disse Omya, enquanto reparava em algumas gotas espalhadas pelo solo não muito longe dali.
- E porque razão a minha máscara não me avisou? – Perguntou Orgos.
- A tua máscara avisa-te a ti de um ataque contra ti, o seu poder não detecta o risco que outros estejam a correr… – Respondeu Ondo.
- A culpa é minha, eu devia ter-me desviado…
- Não vale a pena estarmos a lamentar isso agora! – Declarou Ondo – Omya, consegues curá-lo?
- Desconheço a força deste veneno, mas a minha máscara deve tratar do assunto, não deve?
Ondo não respondeu. A máscara da toa da água começou então a brilhar com maior intensidade bem como a perna do toa de fogo. E assim se manteve durante uns minutos, até que Vaggo começou a abrir os olhos e a Kanohi Nessersi de Omya a perder o brilho. Por fim voltou a ter a sua cor normal e a toa perdeu os seus sentidos.
- Omya? – Perguntou Vaggo – Que lhe aconteceu?
- Ela perdeu os seus sentidos, mas de resto está bem! Ela usou o seu poder muitas vezes em menos de dois dias, e isso deve tela esgotado… – Respondeu – Consegues andar?
- Consigo pôr-me de pé! – Disse, ainda com dores, a fazê-lo – Mas andar vai ser algo mais complicado…
- Não estamos em condições de continuar o caminho, o que fazemos? – Perguntou Ketar.
- Vamos continuar mais um pouco… – Disse Ondo enquanto olhava para a paisagem circundante – … vamos até aquelas matas ali à frente, lá teremos abrigo.
E assim Orgos ficou encarregue de carregar Omya, enquanto Vaggo era ajudado por Ketar e Arlo. Koli manteve-se calado durante todo o caminho, sem libertar um único gemido sequer.


Última edição por Lhikan em Qua Dez 31, 2008 4:30 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Ignika em Sex Ago 15, 2008 9:00 pm

muito fixe, estou a adorar ler, continua esa a ficar uma optima historia Wink

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Ter Set 02, 2008 2:50 pm

Eis o 4º capítulo, para juntar à história algum mistério... espero que gostem Rolling Eyes

Capítulo 4 – Galoos


A noite já ia avançada e Omya não mostrava quaisquer sinais de melhoria. Arlo e Ondo tinham ido buscar lenha para manter o fogo vivo e tinham acabado de regressar com bastante lenha para o resto da noite. Orgos era o responsável no momento:
- Como está ela? – Perguntou Ondo.
- Na mesma, até agora nada… – Respondeu-lhe Orgos
- E tu miúdo? – Perguntou a Vaggo
- Um pouco melhor felizmente, amanhã já devo estar pronto para o resto do caminho!
- Esperemos que ela também… – Interveio Arlo enquanto punha mais alguma madeira na fogueira.
Pouco depois ouviram-se uns ruídos no meio da floresta. Ondo pediu a Orgos e a Ketar para investigarem o que se passava. Vaggo reparou que Koli estava muito longe do grupo, mirando o céu da noite, desde o confronto com os gardious que não emitia um único som:
- Estás bem Koli? A noite está fria e se calhar estavas melhor perto da fogueira…
- Deixem-se estar, eu estou perfeitamente bem… – Respondeu – … aliás, sendo o toa do gelo, frio é a última coisa com que me devia preocupar …
- Desculpa, só estava preocupado e…
- Sabes, se calhar a questão é essa! Se fosse um toa a sério nada disto tinha acontecido!
- Importas-te de te explicar melhor? – Perguntou Argos intrigado com toda a conversa.
- Eu sou o único do grupo que ainda não encontrou o seu poder, isto é se é que eu tenho algum poder, para além de me tornar um alvo brilhante! Não passo de uma aberração que atrasa tudo e todos! Eu devia ir andando para não vos empatar mais… – Respondeu, voltando as costas para os outros e indo em seguindo o seu próprio caminho pela floresta.
- Eu falo com ele! – Disse Ondo, levantando-se.
Os dois desapareceram nas trevas da noite num instante:
- Tenho pena dele… – Disse Vaggo – … está sob uma grande pressão.
- O Koli? Bem, tu sabes como é aquela gente de Ko-metro…
- Mesmo assim, coitado, de todos mas ele é aquele que ainda não descobriu o seu poder…
- Não exactamente – Interrompeu Arlo.
- Hum? Como assim?
- Também nunca vi o Ondo a usar o seu poder… aliás, há muita coisa estranha há cerca do Ondo… – Respondeu-lhe o toa de pedra, com ar pensativo.
- Pois, mas se formos a ver bem ele nunca nos deu uma razão para desconfiarmos dele.
- Mesmo assim… – Continuou Arlo, até ser interrompido por alguns sons provenientes dos arbustos próximos – Mas que?
- Serão gardious? – Interrogou-se Vaggo, a desviar o seu olhar para Arlo.
- Estejam descansados pois não sou um gardious! – Respondeu-lhes uma voz desconhecida.
Os dois toa reagiram de imediato, apontando os seus elemental bows na direcção da voz:
- Por favor não disparem, – Disse a pequena figura encolhendo-se e recuando um ou dois passos – pois não procuro guerra, mas sim a paz e algumas informações.
Quando ganhou coragem para se apresentar, a pequena figura revelou o seu bastão assim como a sua frágil estrutura. Era de facto pequeno, não muito maior que um matoran e era essencialmente preto, com alguns tons de verde a acompanhar:”O meu nome é Galoos, Turaga Galoos”.
- Ahh! De facto fazes-me lembrar o Turaga Dume! – Exclamou Vaggo deslumbrado.
- Dume? Vocês conhecem-no? – Perguntou o turaga a ver os toa a recolher as armas.
- Bem, posso dizer que sim, estive presente em alguns eventos, mas nunca falei com ele pessoalmente… – Respondeu Arlo.
- Eu também o conheço e já falei com ele! – Respondeu entusiasticamente – Já trabalhei como seu ajudante!
- Mas, afinal de contas, quem são vocês? – Perguntou Galoos.
- Nós somos toa! Toa Ondo trouxe-nos até aqui e estamos a caminho para resgatar a Orbe! – Respondeu o ao de fogo, novamente entusiasmado.
- Tu conheces o toa Ondo, certo? – Perguntou Arlo ao notar alguma confusão no olhar do turaga.
- O único toa Ondo que conheço está morto, ou pelo menos deveria estar! – Respondeu o turaga prontamente.
Vaggo e Arlo ouviram novamente um ruído, desta vez vindo de trás, e quando se voltaram para continuar a sua conversa com Galoos viram que este tinha desaparecido.
- Para onde foi ele? – Questionou o toa de fogo.
- Não sei! – Respondeu Arlo – Mas estou com um mau pressentimento sobre tudo isto!

Entretanto, a uma boa distância de ali, Ondo e Koli discutiam, mas enquanto o toa de gelo mantinha um discurso pessimista, Ondo mantinha a calma e dava-lhe esperanças, tal como um pai a falar com o seu filho.
- Tem calma Koli! O que te está a acontecer é apenas normal… por exemplo, da minha equipa eu também fui o último a descobrir o meu poder!
- Humm… – Respondeu-lhe o toa de gelo, consentindo, porém ainda um algo frustado.
- Agora, voltemos para a segurança e conforto da fogueira!
Enquanto caminhavam ouviram uns quantos barulhos, alguns bastante perturbantes:
- Gardious? – Perguntou o jovem toa.
- Sim! Podem ter sido derrotados no vale, mas a sua missão continua… – Respondeu a pensar ao mesmo tempo – … eles nunca deixar-vos-ão em paz! Koli, os teus irmãos irão precisar de ti!
Chegaram ao acampamento sem muitas explicações. Vaggo e Arlo também não contaram nada do seu episódio com Galoos. Orgos e Ketar chegaram pouco depois:
- Malta! – Alertou Orgos – Acho que estamos a ser vigiados pelos gardious!
- Koli e eu também os ouvimos, … se ela não acordar até amanhã de manhã não sei não…

Mais tarde, na fortaleza de Luza Nui:
- Que notícias me trazes Galoos?
- Meu lorde Areavoiin, estou muito comfuso, tentei contactar os intrusos e ao que parece são liderados por Ondo!
- Ondo? Será possível?
- Não sei… preciso de meditar sobre este assunto…
- E os gardious?
- O primeiro assalto foi um fracasso, um dos gardious não saiu com vida.
- Temos de adoptar medidas defensivas, chama os gardious de volta, preparem as nossas defesas.
- Mas meu lorde, parece-me que estes desconhecidos não sejam malévolos de todo…
- Mesmo assim, prefiro não arriscar… – Respondeu Areavoiin – Essen! Ficas responsável pelas defesas da fortaleza.
- Sim senhor! – Respondeu uma nova diminuta figura – Não se preocupe!
- Isso nunca é possível… – Reflectiu, enquanto via Galoos e Essen a abandonarem a sala.

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Le-matoran girl em Ter Dez 09, 2008 12:36 pm

Bem, estes novos capítulos estão muito bons Smile Gostei muito da tua descrição da batalha no capítulo 3 e agora este... deixou-me muito curiosa sobre aquilo que o Turaga Galoos disse sobre o Toa Ondo. ;D Continua a escrever, estou curiosa para saber o que vem a seguir!

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Ter Dez 16, 2008 8:30 pm

Finalmente eis o 5º capítulo cheers .... desculpem toda esta demora mas aulas e inspiração não me ajudaram lá muito...espero que gostem Surprised


Capítulo 5 – Koli e Omya


As estrelas começavam a dar o seu lugar ao sol e a fogueira que dava calor aos toa começava agora a fraquejar. Ondo, após um breve período de sono, acordou e a primeira coisa que viu foi Vaggo a patrulhar a área:
- Vejo que já andas bem!
- De facto, – Respondeu – … o trabalho de Omya é impressionante!
- Por falar nela, com está? – Perguntou o velho toa.
- Praticamente na mesma, mal se mexeu…
Muito mais não foi dito. Todos os outros toa acordaram, à excepção da toa da água, e começaram a pensar no que fazer. Como não havia sinal dos gardious decidiram dividir-se em três grupos; Ondo e Orgos foram procurar por pistas de inimigos, assim como Vaggo e Ketar. Koli e Arlo ficaram a guardar Omya.

O tempo continuou a passar, e agora o sol já ia bem alto no céu. A fogueira estava definitivamente apagada e Omya ainda não mostrava sinais de melhoria. Koli mantinha-se sentado a seu lado, paciente, enquanto Arlo andava às voltas:
- Podias sentar-te por uns momentos? Já estou a ficar mal disposto com isso só de te ver! - Perguntou Koli.
- Não consigo parar… – Respondeu o toa de pedra – … sou um toa de acção, de …
O seu discurso foi interrompido por uns estranhos ruídos vindos da floresta:
- Fica a vigiá-la! – Ordenou de imediato Arlo – Eu vou ver o que se passa.
Durante algum tempo não houve mais sons anómalos vindos da floresta nem qualquer sinal do toa Arlo. Koli distraiu-se a olhar para Omya:
- Oh Omya, o que será necessário para te despertar? – Disse-lhe, enquanto agarrava suavemente a sua delicada mão – Mais do que qualquer um sinto-me culpado por esta situação…
Continuou nos seus pensamentos, que desta vez se centravam em Omya, enquanto a mirava com mais atenção e lhe acariciava a mão. Distraindo-se cada vez mais nos seus pensamentos, Koli nem reparou que entretanto a toa da água tinha acordado, e que o olhava muito fixamente. Quando se apercebeu da situação largou-a de imediato, invadido por uma grande vergonha:
- Omya… ainda bem que… que… – Exclamou, enquanto tentava fixar a sua atenção noutra coisa – … que acordaste…!

Por essa altura Vaggo e Ketar sondavam a floresta em busca de pistas dos gardious. Já se tinham afastado, e muito, do seu percurso estipulado e estavam agora, sem se aperceber, a chegar às margens Norte das matas. Só se aperceberam quando já quase tinham saído da floresta e viram a grande montanha central, onde no seu topo estava esculpida a fortaleza da Orbe. Um vasto e alto castelo feito da rocha da própria montanha onde se encontrava assente. Porém, os dois toa estavam a ainda muito longe, pelo que não puderam admirar a sua verdadeira imponência:
- Aquilo á aquilo que eu penso? – Interrogou-se Ketar.
- Acho, acho que encontramos a fortaleza! – Respondeu o toa de fogo, antes de ter sido interrompido por um estrondoso zumbido.
- Chilak! – Quase gritou o toa de ar.
- Mas o que é que aquela coisa faz aqui? – Perguntou Vaggo.
- Então não é óbvio… – Respondeu imediatamente Ketar – … está a regressar ao seu mestre, o tal Areavoin.
No entanto o que viram mudou por completo a sua forma de pensar. À medida que a grotesca criatura se aproximava do castelo, começaram a chover do mesmo vários feixes de luz, mas que não pareciam ser dos gardious. Um desses tiros atingiu o solo não muito longe dos toa, deixando uma cratera de dimensões consideráveis. Chilak acabou por mudar de rota e abandonar a zona:
- Ena, que cratera! – Exclamou Ketar.
- Temos de sair daqui e contar aos outros o que vimos. – Reflectiu Vaggo – Agora!

E assim, não muito tempo depois, todos os toa estavam reunidos. Vaggo relatava pormenorizadamente cada detalhe da sua descoberta. Ondo ouvia-o com atenção e começou a esboçar um plano. Koli, ainda invadido pela vergonha, mal conseguia olhar para Omya:
- É mais que óbvio o facto de eles se estarem a preparar para nós… – Declarou Ondo – … o seu sistema de defesa já está operacional e estão em máximo alerta!
- Como é que os abordamos então? – Perguntou Omya.
- Existe um caminho melhor, através do desfiladeiro das rochas-lâmina… aí eles não nos conseguirão detectar… – Respondeu o velho toa – … mas temos de ir já!
Seguiram então caminho. Não demorou muito a saírem da floresta e a entrar num território mais montanhoso e escarpado. Vaggo e Arlo iam na retaguarda do grupo, enquanto Ondo guiava o grupo:
- Não lhe contas-te nada sobre Galoos, pois não? – Perguntou Vaggo a Arlo.
- Não! – Respondeu logo – Nem a Ondo nem a mais ninguém, tal como combina-mos!
- Óptimo… – Exclamou o toa de fogo – … é melhor assim, ainda tenho muitas perguntas sem resposta antes de divulgar tal assunto.
- Sim, ainda há muita coisa que está mal explicada em toda esta história. – Concordou Arlo.
- Exacto, desta vez Ondo nem sequer explicou o facto de estarem a disparar sobre Chilak, que supostamente estava ao serviço da fortaleza… – Comentou Vaggo.
- Começo a ter umas quantas dúvidas em relação ao nosso amigo Ondo… – Concluiu o toa de pedra.


Última edição por Lhikan em Qua Dez 17, 2008 11:34 am, editado 5 vez(es)

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Qua Dez 31, 2008 4:34 pm

Como não houve nenhum feedback da parte da malta não sei o que hei-de dizer, mas lanço agora o 6º capítulo.... finalmente com um pouco mais de acção Twisted Evil , espero que gostem Smile :

Capítulo 6 – Os Guardas do Portão


As rochas-lâmina são um complexo de escarpas e desfiladeiros de relevo bastante acentuado onde existem vários percursos, cada um pior que o outro. Atravessar a região a pé é muito difícil, e impossível de qualquer outra maneira. O grupo perdeu muito tempo e energia durante o seu caminho, embora Ondo soube-se muito bem por onde guiava os jovens toa.
Felizmente para estes a pior parte da viagem tinha agora terminado. Ondo parou na entrada de uma bifurcação:
- É aqui que nos deveremos separar, por agora… sigam pela vossa direita! O vosso caminho é muito menos penoso e cansativo, embora ainda seja longo… eu tenho de ir buscar Marlas.
- Como é que nos podes abandonar agora?! – Respondeu Vaggo irritado – Agora que estamos tão perto da fortaleza e da Orbe?!
- Marlas é um poderoso aliado, mesmo que não o pareça, e vamos precisar da sua ajuda. – Respondeu-lhe o velho toa.
- Mas e se … – Ia perguntando Orgos, até que foi interrompido por Ondo.
- Não se preocupem, o vosso caminho é longo e o mais provável é que ainda vos encontre antes de atacarmos Areavoiin.
E nada mais disse, seguiu o caminho da esquerda e pouco tempo depois já não havia qualquer sinal dele:
- Então malta?! – Exclamou Ketar – Vamos a isto ou o quê?
Como não obteve qualquer resposta continuou:
- Então pessoal, somos heróis toa ou aranhas fikou? – Pergutou, seguindo o caminho da direita.
Orgos e Koli começaram a segui-lo, e Omya também até que reparou nos seus irmãos de fogo e pedra. Vaggo estava muito pensativo e Arlo parecia tentar ver Ondo ao longe:
- Vaggo! Arlo! Vocês também vêem? – Perguntou a delicada toa de água, começando também ela a seguir o caminho que Ondo lhes indicara.
- Agora que Ondo não está entre nós talvez seja uma boa altura para contar aos outros! – Reflectiu o toa de Pedra.
- É claro que mais cedo ou mais tarde vamos ter de o fazer… - Respondeu o toa de fogo - …mas ainda tenho demasiadas dúvidas sem resposta…
- Quanto antes melhor! – Declarou Arlo – Detesto guardar segredos!
- Já somos dois… - Respondeu logo Vaggo.

O caminho era de facto muito longo, mas acabaram por chegar ao seu destino. O percurso terminava numa prancha de dura pedra, relativamente protegida por outras rochas. Assim os toa conseguiram vislumbrar a fortaleza mais de perto, sem serem descobertos:
- E agora? – Perguntou Omya.
- Esperamos por Ondo! – Ordenou Orgos – Foi o ele nos mandou!
- Eu cá não punha as minhas mãos no fogo por ele! – Respondeu-lhe Vaggo.
Ficaram todos muito surpreendidos por aquelas palavras (excepto Arlo), mas desde logo o toa de fogo começou, vendo-se forçado a tal, a explicar-se. Ketar era quem estava menos e começou a observar bem o portão maciço do castelo. Ninguém estava a proteger a fortaleza, excepto dois guardas de aspecto robótico. Vaggo estava a começar a contar o episódio de Galoos quando foi interrompido pelo toa do ar:
- Bah! Não vês que Areavoiin enviou-vos um dos seus vassalos para vos confundir? E vocês caíram nessa!
- Pelo sim pelo não deveríamos esperar por Ondo! – Declarou Omya – Para esclarecermos as coisas!
- Nós devíamos era começar o ataque, agora que a entrada está praticamente desprotegida! – Disse Ketar antes de puxar da sua Sky lance e de saltar da prancha de pedra.
- Ele ainda se vai meter num grande problema! – Pensou Orgos – Mas seja como for perdemos o elemento surpresa!
- Tu e o Koli vão buscá-lo! Nós damos-vos fogo de cobertura para nos retirarmos! Ordenou Vaggo.
Os dois toa nem pestanejaram. Puxaram das suas armas e foram ao encontro de Ketar. Este tinha acabado de escapar de um golpe mortífero de Margus, um dos guardas. Munido de dois grandes machados de lâmina, ligados por uma corrente. Nem ele nem o seu parceiro se aperceberam de Orgos e Koli até começarem a chover os tiros. O toa de terra apontou os seus elemental bows ao primeiro guarda, derrubando-o num instante. Koli disparou o seu contra as armas de Margus, deixando os seus machados presos um ao outro no gelo do disparo da arma do toa. No entanto reforços tinham chegado. Uma espécie de aranhas robóticas armadas com blasters apareceram do topo da muralha e abriram fogo sobre os toa. Estas aranhas eram pilotadas por seres de pequena estatura, mas nenhum dos toa conseguiu ver o que eram:
- Se sobrevivermos a isto Ketar, tu estás feito comigo! – Declarou Orgos enfurecido com o seu irmão.
Roxyss, o guarda derrubado por Orgos, voltou a erguer-se e reparou nos tiros dos outros três toa. Sem pensar muito no assunto apontou o seu cannon shooter e disparou. Arrasou a plataforma de pedra onde estavam Vaggo, Arlo e Omya e a explosão resultante atirou-os para muito perto da batalha. Ainda atordoado pelo choque, Vaggo começou a levantar-se e reparou que Roxyss caminhava na sua direcção, com o cannon shooter apontado aos toa:
- Tu vais adorar ver o teu tiro deflectido na tua cara! – Pensou, enquanto sacava da sua pyro lance.
O guarda robótico disparou. Porém, quando o toa de fogo acertou no tiro com a sua lança, tal como um jogador de basebol a usar o seu taco, deu-se uma tremenda explosão que destruiu a lança de guerra e que por milagre não fez o mesmo ao próprio toa. Horrorizado com o que tinha visto, Arlo pegou na sua scimitar lance e enfrentou Roxyss numa luta de lanças:
- Cobarde! Luta com honra!
Omya por seu lado correu de imediato para Vaggo, que estava deitado no chão, paralisado com o choque. Ao repara que estava ferido começou logo a trabalhar:
- Omya não! Lembra-te do que te aconteceu da última vez que usas-te o teu poder sem restrições! – Advertiu o toa de fogo.
- Cala-te e deixa-me trabalhar! O Grande Espírito não me deu este poder para ficar quieta em situações destas! – Respondeu logo a toa de água, desatenta ao facto de que a situação estava prestes a piorar:
- Os gardious! Os gardious chegaram! – Exclamou o Vaggo.


Última edição por Lhikan em Qui Fev 26, 2009 5:37 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Guiler em Sab Jan 24, 2009 9:11 pm

Finalmente acabei de ler a última parte que fizeste (desculpe-me de não ler antes), e está novamente muito boa a história, e bem interessante. Gostaria de ver a continuação Smile

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Guilherme em Sab Jan 24, 2009 9:50 pm

ta muito fixe, continua Wink

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Le-matoran girl em Seg Jan 26, 2009 1:54 am

Já li os teus dois capítulos e estão mesmo bons sem dúvida Wink Achei graça como o Koli ficou tão envergonhado ao pé da Omya depois daquilo XD E foi sem dúvida uma boa luta cheers Só espero que eles consigam vencer os Gardious Very Happy Mal posso esperar pelo próximo capítulo, continua o bom trabalho!

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lhikan em Qui Fev 26, 2009 5:40 pm

Obrigada pelas vossas críticas, eis finalmente o sétimo capítulo cheers
PS: O oitavo também já está praticamente pronto, mas prefiro postá-lo aqui juntamente com o nono Surprised , logo verão porquê.

Capítulo 7 – Derrubando as Defesas


Como se os toa já não tivessem problemas suficientes, Areavoiin acabara de enviar os restantes gardious para a batalha. Auxiliados por Margus e Roxyss, que pareciam estar sem quaisquer danos, e ainda pelas aranhas robóticas, os gardious investiram em força contra os invasores.
Emous, o guardião das grutas, tentou surpreender Orgos saltando-lhe para cima, desde o topo do grande portão da fortaleza. No entanto o toa foi avisado pela sua Kanohi Oklaii, e assim conseguiu agarrar o gardious antes de ele lhe cair em cima e arremessou-o para o chão. Como se não estivesse a decorrer uma batalha por ali, os dois olhavam um para o outro muito fixamente, como dois cowboys a prepararem-se para um tiroteiro:
- Tu e eu temos contas a ajustar… não temos?! – Disse-lhe o toa de pedra, num tom provocatório.
Como resposta Emous correu de forma desenfreada, tal como um touro selvagem, e só parou quando foi agarrado por Orgos. Então os dois puseram a sua força física à prova, agarrados um ao outro tal como num duelo de sumo.
Não muito longe de ali, Arlo continuava a sua esgrima de lanças com Roxyss e Ketar tentava não ser abocanhado por Cazeous, o guardião da montanha. Koli, por seu lado, estava a ficar rodeado por Spinous e Shammous. Omya, que tinha acabado de curar Vaggo, tentava agora desesperadamente deflectir todos os tiros dos blasters das aranhas-robot, para se proteger a si e ao seu irmão.
Completamente desprevenida, foi apanhada nas garras de Neromous, o guardião dos ventos, deixando cair a sua lança de batalha. Ainda a recuperar do choque, o toa de fogo nada pôde fazer pela sua irmã.
A demonstração de força entre Orgos e Emous parecia não ter fim à vista, e nenhum dos adversários apresentava quaisquer sinais de fraqueza ou de fadiga. Mas no fim foi o guardião das grutas quem foi mais forte e atirou o toa alguns metros para trás. Já foi uma sorte para Orgos ter escapado ao enorme chifre do gardious e a sua máscara avisava-o novamente de um ataque eminente. Emous abriu a boca para disparar o seu Core Beam, mas Orgos estava ciente disso e disparou ao mesmo tempo os seus Elemental Bows. A explosão resultante foi espectacular mas foram os tiros do toa que prevaleceram e atiraram o gradious contra o maciço portão da fortaleza. Emous perdeu temporariamente os sentidos e com tudo aquilo o portão começava, agora, a abrir algumas rachas e fissuras.
Vaggo começava agora a levantar-se e reparou em Margus, que entretanto livrara-se do gelo de Koli, a correr na sua direcção, e a grande velocidade. O toa não tinha muito tempo para reagir e então lembrou-se. A sua máscara começou a brilhar e logo nasceu dos seus olhos um raio de fogo, que embora não tenha sido o suficiente para acabar com o guarda, foi para o atirar contra o portão. O guardião das grutas estava a recuperar do primeiro choque, até que levou com Margus em cima e perdeu de novo os sentidos, O imponente portão tinha ganho mais umas rachas.
No ar, Omya debatia-se contra o guardião dos ventos. Sem poder de máscara ofensivo e sem a sua lança, a toa rapidamente apercebeu-se de que a sua única esperança era o seu Elemental Bow. Porém, para sua infelicidade, Omya não podia usar a sua arma pois o seu braço esquerdo, ao qual estava anexado o arco, encontrava-se imobilizado pelas garras de Neromous.
Quando julgava que já não havia nada mais a fazer algo disparou sobre eles, atingindo o gardious, o que libertou a toa da água, em pleno ar. Enquanto caía aproximou-se, por debaixo de ela, um vulto esguio com quatro asas prateadas. Ondo e Marlas tinham chegado. Ondo conseguiu agarrar Omya o mais gentilmente possível, enquanto Marlas usava várias vezes o seu Core Beam para bombardear a área:
- Obrigada pelo salvamento! – Agradeceu de imediato.
- Ora essa… - Respondeu-lhe o velho toa.
Para grande fortunío de Koli, Neromous caiu em cima de Spinous, o guardião da névoa, deixando ambos imobilizados. Rapidamente o toa voltou-se para Shammous, o guardião dos pântanos, com um grande sorriso na cara:
- Creio que O Grande Espírito gosta de mim! – Comentou, enquanto apontava e disparava o seu Elemental Bow contra o gardious.
Assim o guardião dos pântanos ficou completamente congelado, e não teve mais nenhuma participação naquela batalha.
Quer Margus quer Spinous estavam a recuperar os sentidos e reagrupavam-se com Roxyss e Cazeous. Como resposta, os toa também se reuniram. Vaggo mal conseguia pôr-se de pé, e os outros rodearam-no para o proteger. No entanto sabiam que as probabilidades estavam contra eles, até que Arlo teve uma ideia e se posicionou à frente do grupo. Concentrando-se o máximo possível, sabendo que os seus inimigos caminhavam na sua direcção, em pouco tempo pôs a sua kanohi Ebora a brilhar. Numa fracção de segundo criou uma série de grandes ondas sonoras que varreram tudo no seu caminho e que, pouco depois, acabaram por destruir o portão da fortaleza:
- Parabéns toa! – Exclamou Ondo radiante – Conseguiram passar os guardas do portão e os gardious, agora só têm de seguir em frente até à torre da fortaleza…
- Mais devagar! – Impôs Vaggo – Tu ainda tens de nos explicar algumas coisas… para começar, quem é Galoos?
- Galoos… - Respondeu Ondo um algo triste e decepcionado - … Galoos era um membro da minha equipa! Eu e ele éramos os últimos quando tentámos impedir Dirus de pôr as suas garras na orbe, durante o último ataque… depois desse episódio Galoos perdeu os seus poderes como toa e encheu o seu espírito de trevas. Foi nessa altura que me vi forçado a abandonar Luza Nui, e a procurar ajuda…
Todos se sentiram embaraçados com a situação, como que num funeral de alguém que não conheciam mas que todos respeitavam. Vaggo tentou dizer algo mas foi interrompido por ondo:
- Não faz mal perguntar Vaggo, e tenho de encarar o destino do meu… irmão, em vida foi sábio e justo, até ter sido corrompido… mas agora não podemos perder mais tempo, o nosso inimigo reagrupa-se! Entrem na fortaleza e comecem a subir as escadas da torre principal, eu irei dar-vos fogo de cobertura.
E assim foi. Ao entrarem no pátio principal viram grandes canhões de anti-aéreas destruídos ou inutilizados pelos tiros de Marlas: “Devem ter sido estes que dispararam sobre Chilak” pensou Vaggo, a lembrar-se que se tratava de mais um capítulo por explicar. Os pequenos condutores das aranhas-robot já não se viam, excepto um vulto ou outro, a fugir dos disparos que choviam do céu.
Ao chegarem à porta da torre principal viram uma diminuta figura montada no que parecia ser um gardious, mas maior e mais terrível. Vaggo e Arlo reconheceram a primeira e exclamaram quase ao mesmo tempo:
- Galoos?!
- Sim, sou eu. Não sei quem são vocês… - Disse apontando para os toa - … mas se o vosso objectivo é possuir a orbe bem podem esquecer! Há muito fiz um juramento e tenciono continuar a cumpri-lo, mesmo já não sendo um toa!
A criatura onde estava montado completou o seu discurso com um grande rugido:
- Ah, já agora, este é Jiilos!

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por matheus em Sab Fev 28, 2009 10:07 pm

muito show eu adorei o enredo e o percorrer da historia muito bom espero o capitulo seguinte

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Guiler em Sab Fev 28, 2009 11:09 pm

Está mesmo muito bom Lhikan! Wink
Além do bom enredo, a tua fan-fic tem diálogos que a torna bem legal!
Estarei á espera do próximo capítulo

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Le-matoran girl em Qua Mar 11, 2009 9:24 pm

Como prometido vem aqui um comentário Wink
Acho que este capítulo está sensacional Smile Os pormenores com que contas as cenas de batalha tornam mais interessa:nte a leitura e o final ficou bem louco. Sempre quero ver o que vai acontecer a seguir Very Happy
Como é que estás?

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Mensagem por tnccs em Sab Nov 28, 2009 3:21 pm

bastante boa a história( bem, pelo menos a introdução e o primeiro capítulo, não li o resto), gosto principalmente do dume a berrar!
não gosto muito é dos nomes, principalmente Ondo , sabe a chinês ou japonês.
de resto esta bom, principalmente o facto de misturares a tua historia com os personagens da bionicle.! Wink

P.S: o animal voador do Ondo é o quê?! um lohrak ou um gukko?

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

Mensagem por Lumix em Sab Nov 28, 2009 3:29 pm

É um Chilak, um rahi inventado Smile
Lhikan, adoro a tua história, está muito boa Wink Não vais acrescentar mais capitulos?

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Re: A lenda de Luza Nui – Em busca da Orbe

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