O Último Álmega

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O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qui Dez 16, 2010 3:03 pm

Esta história foi criada por mim e tem como personagens alguns dos meus MOCs, comentários serão bem vindos, e se se der bem a cada semana postarei um novo capítulo

O Último Álmega

A História
Há quem viva com um dos seguintes objectivos: servir o amor ou servir o ódio, quem serve o amor, sente-se feliz e realizado quando aqueles que ama se sentem como ele; enquanto que quem serve o ódio só se sente realizado quando aquele que odeia está incapacitado e na pior forma possível, eu até me atrevo a dizer que só descansa quando o ser que odeia está morto e que não faça mais mal nenhum a ninguém, nunca mais.
Eu, pessoalmente, estou incluído no último caso e passo a explicar a razão: eu vivi milhares de anos dentro de uma comunidade pacífica de trabalhadores, que se especializavam em dar poderes a objectos, com a devida autorização do Grande Espírito obviamente. Todos nós tínhamos poderes especiais individuais, habilidades e formas físicas diferentes de uns para os outros.
Eu sempre tive a habilidade de manejar qualquer arma sem dificuldades nenhumas, mas ainda não tinha descoberto qual era o meu poder especial, portanto era considerado um novato e era posto a trabalhar em teste de armas de precisão e de destruição devastadora.
Até que um dia chegaram à nossa terra uns seres, que se auto-intitulavam de Makuta, que queriam um tipo de arma que tivesse poderes próprios, das sombras e do medo. Kadix, um dos nossos que tinha a habilidade de ser indestrutível e reconstituir-se caso fosse destruído, imediatamente disse aos Makuta que não havia armas desse género naquela terra e que eles deveriam procurar em Xia, pois era provável que a tivessem nesse local.
Um dos Makuta, que eu mais tarde vim saber ter o nome de Teridax, dirigiu o olhar para a população que rodeava Kadix, eu incluído, e disse com uma voz fria, que sozinha já era sinal de maldade, “Se não me deres a arma no espaço de um ano, eu e os meus Irmãos iremos caçar esta raça, cujo nome ninguém se lembra, e extingui-la de todo o Universo.”.
Nesse momento dos olhos de Teridax saíram um género de lasers que se dirigiram para as casas atrás de nós e destruiu-as a todas com uma grande explosão, incluindo o local onde eu vivia. Enquanto todos nós olhávamos boquiabertos para os pedaços de metal e rocha dos quais as nossas habitações eram compostas, a caírem do céu, os Makuta viravam costas e aquela voz falava de novo,”Já foram avisados, espero que não se queixem na hora da verdade.”.
Eu olhei de repente para Kadix e notei as energias de Ferro a formarem uma circunferência em volta de seus pés, enquanto se notava um ódio puro nos seus olhos e eu, vendo aquela raiva toda, fui falar com ele e tentar acalma-lo, dizendo que eles não mereciam que Kadix gastasse energia para os matar.
Ele virou-se imediatamente para mim e disse “Cala-te Rarkish, ele não nos podia ter insultado mais, nem se dignou a chamar a nossa raça pelo seu nome, nem se deu ao trabalho de nos chamar de Álmega e ainda nos destruiu as casas que tanta ‘energia’, como tu dizes, nos gastou!”.
Nesse momento, a energia dele estava extremamente acelerada, parecendo que ele ardia em Ferro, então ele acabou o discurso dizendo, “Tu és um novato, tu não sabes NADA!”. Ao ouvir isto, dei dois passos para trás chocado, e, sem abrir a boca dirigi-me para o local onde repousavam os escombros da minha casa e sentei-me, quieto até ao dia seguinte.
Passaram-se semanas e a arma desejada pelos Makuta estava a ser desenvolvida, sem apoio algum por parte de Kadix. Eu não falei com mais ninguém, comecei a observar os meus colegas enquanto faziam as suas armas e testava uma arma semi-produzida por mim, enquanto a vida se preparava para voltar ao normal, enquanto chegava o pior dia da minha vida...

Qualquer pergunta, crítica ou sugestão será bem vinda


Última edição por eskeleto532 em Seg Jul 25, 2011 6:39 am, editado 1 vez(es)

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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Sex Dez 17, 2010 4:08 pm

Está muito bom, espero que continues Very Happy Wink

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qui Jan 06, 2011 12:54 pm

ando com graves problemas no computador portanto não sei quando posso postar o segundo capitulo, embora esteja escrito tenho de passar do disco para um computador, depois para uma pen e só depois é que posso postar usando o computador da escola...

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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Ter Jan 11, 2011 12:15 am

Vais ter que dar umas voltas Razz Mas despacha-te, quero saber o que vem a seguir Very Happy

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Re: O Último Álmega

Mensagem por tnccs em Sab Jan 22, 2011 2:44 am

ta giro,ta giro.primeira pessoa, hein?boa ideia.finalmente, uma nova historia(ve la se nao desistes a meio.há pra aki muito gajo k o fez)

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qui Fev 03, 2011 9:15 pm

obrigado, quando tiver outra vez um computador eu posto o resto da história, afinal eu ja a escrevi e só falta acabar de passar para o word

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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Sex Fev 04, 2011 10:02 pm

Vais passar tudo de uma vez?
Não faças, passa aos bocados para criar suspense!

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Ter Fev 08, 2011 6:01 pm

claro que não Cool

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Jul 27, 2011 3:47 pm

Como finalmente tenho computador, vou agora publicar todas as quartas um novo capitulo, fiquem agora com o segundo

O Último Álmega

O Fim de uma Lenda
O prazo acabou e a arma pretendida pelos Makuta estava pronta, a arma era na verdade uma capa, linda, com uma armação de laminas e aspecto rústico. Enquanto eu olhava para o objecto, uma das que ajudou a desenvolve-lo, que tinha o nome de Worp, veio ter comigo e perguntou-me se eu estava interessado em saber o que a capa tinha de especial. Eu acenei que sim e ela começou a explicar que a capa em si não tinha poderes independentes. Na verdade como ninguém na comunidade tinha o poder das sombras, a capa usava o utilizador como fonte de poder.
Ela então continuou, a capa só poderia ser utilizada como arma por quem tivesse o coração cheio de maldade. Que em utilização a capa protegia o utilizador de ataques não previstos e ajudava na ofensiva criando objectos feitos de sombras, que o utilizador poderia controlar.
Eu estava fascinado, mas ao mesmo tempo aterrorizado, aquela arma não podia parar nas mãos erradas, mas não havia escolha, não podíamos arriscar centenas de vidas e o nosso próprio medo da morte levou-nos a não negar a chantagem de Teridax.
De repente, uma sombra aparece no chão e aos pés dessa sombra encontravam-se os Makuta. Todos os Álmega reuniram-se enfrente a eles, estando Kadix enfrente da população. Então ouviu-se aquela voz perguntar, “Onde está a arma que nós mandámos construir?”. Kadix pegou na capa e deu-a aos Makuta explicando o que podia fazer, omitindo que precisava de um coração impuro para poder funcionar.
Teridax pegou na capa pela armação, analisou-a, olhou de relance para nós e depois para a capa. Ele então falou de novo, “Se a capa tem os poderes que dizem ter...”, nesse momento dos seus olhos saíram de novo lasers que trespassaram a capa, para nossa admiração a capa foi descartada sem sequer ser testada pelos Makuta.
Então diante dos olhos surpresos dos espectadores, Teridax larga a capa e pega no seu bastão de duas laminas, atacando Kadix com toda a força. Nesse instante eu rapidamente saí da multidão e armando a garra que andava a testar e a desenvolver desde o ano anterior, defendi o ataque de Terirax segurando com a mão direita as laminas do seu bastão. Como consequência da defesa brutal, o chão rachou em torno dos nossos pés e a montanha ao fundo da paisagem ruiu, tornando aquele momento tão surpreendente para Teridax e os Makuta como para mim e todos os Álmega ali reunidos.
Kadix estava pasmado e perguntava como eu tinha conseguido aquele acto, eu expliquei que naquele ano de intervalo tinha treinado arduamente, aumentando a minha velocidade e força física até ao extremo.
No momento em que acabei de explicar, os Makuta que acompanhavam Teridax, seguindo a sua ordem, atacaram todos aqueles que estavam a assistir. Teridax e eu estávamos em confronto directo e cada vez que as nossas armas chocavam, o chão vibrava e a natureza parecia estar a entrar em Apocalipse.
Teridax tentava usar as suas sombras contra mim, nunca tendo sucesso, enquanto todos os Álmega travavam ferozes batalhas contra o resto dos Makuta. Foi então que, um dos deles foi morto, enquanto pensávamos que estavamos em vantagem, um dos Makuta feriu de morte Kadix. E enquanto o seu corpo inanimado caía no chão, os Makuta usaram ao mesmo tempo, Vácuo, Som e Sombras, dizimando quase todos os Almega intervenientes na batalha, antes de conseguirem sequer reagir à morte do nosso herói. Restando apenas eu, que lutava contra Teridax e Worp que, sozinha enfrentava todos os Makuta restantes.
Worp resolveu usar a sua habilidade de se poder transformar livremente em qualquer coisa à sua escolha, aproveitando o facto de poder também mudar os seus atributos físicos, ofereceu uma carga de trabalhos aos Makuta, eliminando também alguns deles. Worp atacou também usando os seus poderes especiais de Psicoenergia, causando ainda mais baixas nos Makuta que, ao verem que estavam a ser derrotados atacaram Worp com tudo o que tinham, eventualmente matando-a.
Deparei-me então sozinho, numa questão de segundos a minha raça foi praticamente extinta. Então cheio de raiva, com o intuito de vingar as vidas perdidas encontrava-me à frente do principal causador de toda aquela dor e de toda aquela morte. Irritado saltei na sua direcção e cerrei o punho, canalizando toda a minha raiva, todo o meu sofrimento e toda a minha frustração num só golpe, mas tudo o que consegui foi por um sorriso sádico na cara de Teridax que, usando Vácuo interrompeu a minha trajectória, olhou-me nos olhos enquanto preparava o golpe final e disse a última coisa de que me lembro desse dia, “É o FIM”.

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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Qua Jul 27, 2011 9:12 pm

Continua muito bom Wink

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Ago 03, 2011 4:18 pm

Quarta-feira é dia de novo capitulo, espero que gostem

O Último Álmega

A Profecia

Acordei um ou dois meses mais tarde, todos os corpos
estavam sem vida no chão, menos o de Kadix, que não encontrei em lado nenhum. Comecei
então a tratar dos corpos e a prestar saudades a todas as vidas que se
perderam, enquanto pensava como tinha sido eu o único a sobreviver a algo sob a
qual os melhores guerreiros tinham padecido.
De repente, olhei para o lado e reparei na capa que Teridax
usou como desculpa para a chacina, abandonada e suja pela batalha. Decidi
usá-la como forma de me lembrar daquele dia, como forma de me lembrar do único
motivo pelo qual não tinha desistido da minha vida, matar Makuta Teridax.
Depois do campo de batalha estar limpo, comecei a pensar
como iria realizar aquela vingança, não o poderia fazer da forma que estava
naquele momento, tinha de ficar mais poderoso. Nesse instante uma das fábricas
de armas explodiu, levantei-me alarmado, mas a única coisa alarmante naquela
explosão eram as pequenas gotas de ácido diluído que caíram nas redondezas.
Uma delas acertou mesmo abaixo do meu olho direito, dando a
impressão que uma lágrima me caía do olho, o que realmente era apropriado ao
momento. Fez dano superficial e secou rapidamente, ao contrário da mágoa dentro
de mim.
Foi então que me lembrei de uma profecia antiga dos Álmega,
portanto dirigi-me para o local onde provavelmente iria obter todo o poder e
respostas que precisava, o único edifício que ficou de pé, o templo.
No momento em que entrei senti imediatamente uma
revigoração de força e energia dentro de mim, aproveitando isso usei a
habilidade Álmega que maior risco envolve e que mais energia consome, mudança
de forma. Tornei o meu corpo mais ágil para questões de treino.
Continuei a caminhar, andando mais para dentro do templo,
estava a explorar, pois os guardiões dos Álmega só deixavam entrar no templo
aqueles que precisassem de aconselhamento em alturas difíceis, para os mais
renomeados artesãos de armas e objectos de poder e para quem tivesse provado
ter coragem e pureza interior o suficiente para lá poder entrar.
Enquanto procurava algo que me pudesse falar da profecia,
reparei que ao fundo do templo estava um altar onde repousava uma espécie de
troféu dourado e cinzento-escuro, foi então que, de repente, ouvi uma voz que
ecoava dentro da minha mente. Perplexo, olhava para todos os lados perguntando,
com algum receio, quem estava a falar e para que deixasse de se esconder.
A voz disse-me então “Não temas, eu não desejo fazer-te
mal, apenas te quero propor um pequeno acordo. Tu és o ser de que a antiga
profecia fala, aquele que não controla poder algum.
Eu dar-te-ei o poder que desejas possuir, com uma simples
condição, tens de provar ser merecedor deste poder. Para o fazeres eu
enviar-te-ei para momentos que já passaram ou que ainda estão por acontecer,
para combateres até à morte o primeiro ser que vires.”.
Eu, estranhei o porquê daquela voz me estar a dar aquela
condição. E dizer que o “Novato” é na verdade, o escolhido da profecia era
simplesmente inacreditável. Além do mais, eu não queria matar seres inocentes
só para atingir os meus objectivos.
A voz ressoou de novo na minha mente, interrompendo os meus
pensamentos dizendo “Não te preocupes com as vidas dos teus adversários, pois
quando acabares, elas ser-lhes-ão restituídas e eles nunca se lembrarão do
combate que travaram”.
Eu, segundo esta elucidação, confiei naquele ser
desconhecido, pois não tinha nada a perder. Infelizmente aquele ser do qual eu
nunca vi a cara, tornar-se-ia o único em quem eu podia confiar.


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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Qua Ago 03, 2011 9:14 pm

Está fixe Very Happy O ser do templo está no templo ou dentro da cabeça do Rarkish?

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Ago 03, 2011 11:21 pm

obrigado por leres e acompanhares Lumix
O ser do templo está a falar mentalmente com Rarkish, por isso é que a voz ecoa na cabeça dele. A sua localização e identidade vai ser revelada mais à frente.

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Ago 10, 2011 3:36 pm

Tempo para um novo capítulo, espero que gostem

O Último Álmega

O Início da Jornada
A voz disse para eu me dirigir ao troféu e que, ao toca-lhe, ser-me-ia entregue parte do poder que eu procurava. Avancei um pouco para lhe tocar, mas no instante em que ia estabelecer contacto apareceu um novo local à minha volta, diferente do que eu já tinha alguma vez visto, cheio de árvores e arbustos diferentes do normal, mais vivos, com um verde-esmeralda brilhante.
À medida que observava tudo o que estava à minha volta, deparei-me mesmo enfrente de um ser, admirado e um pouco confuso com a minha aparição repentina. O ser tinha aspecto de guerreiro e quase se fundia com o ambiente em que estávamos, pois tinha as mesmas cores que o local, tinha nas mãos duas espadas um pouco diferentes do normal, com um aspecto leve e aerodinâmico.
Perguntei-lhe o seu nome e o que ele era, ele respondeu-me que se chamava Lewa Nuva e que era um Toa, explicando, com um brilho orgulhoso nos olhos, que um Toa era a definição para herói. Perguntou-me quem eu era e o que eu estava ali a fazer, simplesmente lhe respondi directamente que era um Álmega e que tinha sido enviado para o matar.
Ele, ao ver que eu estava a falar seriamente, semicerrou os olhos e atacou com uma velocidade inigualável e alucinante. Golpeando com uma das suas espadas, cicatrizou-me permanentemente a face esquerda. Eu, como resposta de raiva irracional, libertei, não intensionalmente, uma grande quantidade de poder elemental da Terra, criando uma mão gigante que avançou em direcção do Toa que, usando uma explosão de Ar, neutralizou o meu ataque.
Eu olhei incrédulo para as mãos, mais confuso com aquela aparição súbita de poder do que o Toa que, tal como eu, pensou ser aquela a minha orientação elemental.
Fascinado com o facto de ter descoberto finalmente o meu elemento, peguei nas garras e canalizei o meu poder por elas, carregando-as com o elemento da Terra, e lancei um ataque contínuo de bolas de terra que Lewa defendia com as suas armas e com o seu poder elemental do Ar.
Então, quase como forma de experimentar, concentrei toda a energia da Terra entre as minhas mãos, criando uma esfera de energia. Fui gradualmente pressurizando a esfera, até chegar a um ponto em que eu já não tinha controlo nenhum sobre aquela energia toda, se eu a tentasse lançar ela explodia e se ela recebesse qualquer dano exterior, explodia. Com aquela experiência esqueci-me completamente do combate em que estava envolvido.
Foi então que não tive mais tempo para pensar, Lewa estava já no ar, a preparar as espadas para o golpe final. Eu, como reflexo, simplesmente levantei braços. As espadas do Toa apenas encostaram na esfera, antes de haver qualquer reacção, a energia foi libertada numa tremenda e violenta explosão que matou imediatamente Lewa e quase me matou a mim.
Pensei logo que tinha sido um idiota em subestimar o meu próprio elemento, e isso custar-me-ia a vida. Até que o ambiente mudou de novo e reapareci enfrente ao troféu dourado.
Ouvi então de novo a voz que dizia “O primeiro passo para teres o que desejas, realmente provaste que tens grandes capacidades, mas pouco controlo. Vou restaurar as tuas forças e tratar de apagar este combate da memória do Mundo.”.
Estava fascinado com o meu novo poder e com as possibilidades que este desafio me dava, portanto avancei com os combates, treinando e descobrindo elementos e poderes que não conhecia, a cada combate que travava, embora estranhasse o facto de eu ser o único Álmega que conhecia com capacidade de controlo de mais do que um elemento.
Fui gravando no chão cada elemento novo que descobria e treinava, chegando a uma lista de poderes:
Terra, Água, Fogo, Gelo, Pedra, Ar, Electricidade, Gravidade, Magnetismo, Plasma, Som, Ferro, Planta, Psicoenergia, Luz, Sombra (o elemento que mais me desagrada controlar) e controlo limitado sobre Ácido, Tempo e Vida.
O último combate que travei antes do intervalo foi numa gruta perto de um mar de Protodermis, contra uma criatura chamada Elehk, que usava umas garras longas, compostas por um metal altamente resistente, que canalizava Electricidade com facilidade e sem derreter. Eu estava bastante empolgado e queria ter aquelas garras para poder transformar em garras verdadeiramente Eléctricas.
Agora que vejo como foi aquela batalha, tenho a noção de que fui bastante sádico, derrotei-o agarrando-o pelas garras e, antes que ele pudesse reagir, canalizei uma grande quantidade de poder Eléctrico, electrocutando-o ao ponto em que a sua armadura fundiu com as suas partes orgânicas, simplesmente liquidificando-o. Sobraram apenas as armas, que eu guardei. As armas já continham poder Eléctrico pela forma como o ataquei portanto não precisei de fazer mais nada, como sabia que Elehk nunca se iria lembrar daquilo, nem sequer me importei.
Voltei de novo para o local onde normalmente 'aterro' depois dos combates, levantei-me e, como sempre, dirigi-me ao altar para tentar tocar no troféu, dirigi a minha mão para lhe tocar e, para minha surpresa, consegui tocar directamente nele.
A promessa feita pela voz no início dos 120 combates não foram palavras soltas, no momento em que toquei no trofeu senti um enorme poder a percorrer-me o braço, o corpo e a mente, senti mesmo todos os elementos que tinha experimentado e treinado a entrarem dentro de mim e senti-me capaz de fazer tudo, de acabar com a maldade, a vida, do ser que acabou com a minha raça, de tornar a troca, equivalente.

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Ago 17, 2011 4:30 pm

Novo capítulo, espero que gostem

O Último Álmega

O Intervalo
A voz misteriosa falou antes que eu me fosse embora dizendo, “Dar-te-ei um intervalo de 2 anos para experimentares o total do teu poder, quando o prazo acabar irás ter um novo desafio semelhante a este que te dará poderes superiores aos que tens.”. Eu quase não o estava a ouvir porque a minha intensão era enfrentar Teridax, pois sentia-me capaz de o fazer, mas a voz continuou, “Eu dar-te-ei um poder adjacente, temporário e limitado, que só poderás usar 3 vezes durante esses 2 anos. Esse poder é a possibilidade de usar a Kanohi Olmak, Máscara dos Portões Inter-dimensionais, que te dará a habilidade de poder abrir e usar portões inter-dimensionais, que te permitirão transportação para locais dentro deste Universo ou dentro de outros. Boa sorte.”.
Mal a voz acabou de falar eu apressadamente me dirigi para a porta do templo, processando a informação que tinha acabado de receber, tanto a notícia do novo poder como o “Boa sorte” no fim. Não me preocupei muito com o assunto portanto avancei e, no momento em que saí do templo para a luz exterior, reparei que a minha armadura apresentava cores diferentes daquelas para as quais eu tinha mudado quando entrei no templo. Tentei usar o elemento da Luz para mudar as cores, mas sem sucesso. Não insisti no assunto e continuei, ignorando o problema.
Lembrei-me então de uma lenda muito contada por Kadix antes da aparição dos Makuta, a lenda rezava que numa das montanhas a Norte do Universo, num local cheio de vida com plantas que irradiavam luz de todas as cores, existia uma gruta onde repousava uma das duas mais perfeitas e lendárias armas Álmega, forjadas especialmente para o escolhido justiceiro dos Álmega.
Kadix disse que o nome da arma era Bastão Álmega e que tinha, o mais impossível, todos os poderes elementais. Um comum Álmega não conseguia juntar dois poderes numa arma sem ela se desintegrar portanto esta arma era considerada apenas uma lenda, sem fundamento. Aquele que a conseguisse retirar do seu local de repouso iria ser o escolhido pela arma de a poder utilizar.
Parti então para Norte, com a intensão de encontrar o objecto. Passados uns quantos meses acabei por encontrar uma montanha cheia de vegetação, que irradiava uma mistura de cores, só aquela vista deslumbrava qualquer ser racional que por ali passasse. Comecei então a escalar a montanha à procura de uma gruta, que eventualmente encontrei. Entrei na gruta e fui andando, até que avistei uma criatura que tentava, sem sucesso, retirar o Bastão do seu local de repouso.
Quando olhei melhor para o horror, ele pareceu-me familiar, tinha armaduras que eu já tinha visto e tinha nas costas a orbe que simbolizava a alma dos Álmega, só que a dele estava negra e brilhava de negro que, segundo a tradição Álmega, simbolizava maldade sem remorso.
O besta sentiu a minha presença, então virou-se para ver quem o espiava e, para meu choque e espanto, reconheci aquele ser como o herói dos Álmega, Kadix. A sua armadura estava um pouco mudada e o seu aspecto estava grotescamente modificado, mas eu reconhecia aquele olhar e aquela presença em qualquer parte do Universo.
Eu caí no chão, trémulo, incrédulo e mudo de medo e de espanto. Ele dirigiu-se a mim e disse com uma voz corrupta, fria e viperina “Rarkish? Tu, aqui? Há tanto tempo que não nos víamos, queres pôr a conversa em dia e explicar-me como conseguiste sobreviver ao ataque de Teridax.” eu, gaguejando de terror simplesmente respondi “P-Por-Porque e-é q-que f-ficas-t-te ass-im?”. Ele respondeu com um sorriso na boca “Foi o preço que os Makuta pagaram para eu os deixar dizimar a raça, PODER. Como a minha forma antiga não tinha capacidade para lidar com o poder que me ofereceram, mudei de forma para algo mais merecedor desta força, mas, no momento em que me estava a transformar, a orbe ficou negra e ela contribuiu para a acção, transformando-me permanentemente no que sou agora. Bem, explicações dadas, agora eu tenho de te matar, não sejas tu aquele que os Makuta temem...”.
Eu perguntei então com mais raiva do que medo “Porque traíste a tua raça Kadix?” ele respondeu “Cala-te Rarkish, meu nome agora é Kadilix e o motivo é simples, eu quero este Bastão e todo o poder que ele oferece e, se não houver Álmegas, o Bastão não terá outra hipótese sem ser pertencer-me e servir-me!”.
Ao ver tanta ganancia eu simplesmente levantei-me, dirigi-me para ele e disse cara a cara “Vejamos então quem será merecedor do titulo de Último Álmega!” e preparei-me para lutar. Kadilix rapidamente esticou o braço num soco que me fez voar até à base da montanha e destruiu grande parte da gruta.
Ele, da entrada da gruta, olhava para baixo, na minha direcção, com um sorriso na boca, um sorriso familiar, um sorriso sádico, um sorriso malévolo, um sorriso de um Makuta.


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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Qui Ago 18, 2011 10:08 pm

Fiquei preso à história nesta ultima parte. Está muito bom, estou a gostar Wink

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qui Ago 18, 2011 11:40 pm

Obrigado, pena seres só tu a ler e a comentar

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Ago 24, 2011 4:05 pm

Novo capítulo, espero que gostem da acção

O Último Álmega

A Batalha
A partir da boca da gruta Kadilix saltou, aterrando de pé mesmo à minha frente, depois atacando-me com o seu elemento. Eu, como sabia que estava a lutar contra alguém virtualmente indestrutível, evitei os golpes enquanto pensava como haveria de o atacar, chegando à conclusão que simplesmente não o podia subestimar.
Decidi usar tudo o que tinha, comecei por lhe derreter metade do braço esquerdo usando o elemento de Pasma e, antes que ele se pudesse reconstituir criei um vendaval extremo usando o elemento do Ar, que o lançou ao ar e o fez cair com um grande estrondo.
O ataque aparentemente não teve efeito algum, pois rapidamente saiu da cratera, criada pela queda, e acertou-me com um pontapé, que fez com que eu pinchasse pelo chão, parando apenas numa rocha mais saída da paisagem. Kadilix foi ter comigo, pegou-me pelo pescoço e disse “Afinal és tu, o justiceiro dos Álmega!”, eu perguntei com fatiga na voz “Como é que arranjaste um motivo tão perfeito...como a falha de funcionamento da capa?” ele sorriu de novo e respondeu “Os Makuta foram criativos com o pedido e a ameaça, mas eu fui além de bom actor, bom conspirador. Modifiquei os receptores da capa para não absorverem energia, instantaneamente ao contacto.
Ninguém reparou que, quando me entregaram a capa, ela estava a entrar em acção e, para ninguém desconfiar da minha lealdade, impregnei Ferro para a capa não receber sinais fracos nem actuar instantaneamente. Impressionante não achas?”, senti que tudo para o qual tinha treinado tinha sido inútil, Teridax merecia morrer, mas aquele de quem eu me devia vingar era de Kadilix, ele sim merecia, além de mentir e de trair a confiança dos seus, ele insultou todas as vidas que trabalharam e se perderam com aquela capa como motivo central.
Eu então usei o meu controlo sobre Plantas para o prender ao chão. Ele largou-me imediatamente e caiu por terra, costas encostadas no solo. Eu, com olhos de desprezo, olhei para baixo e disse “Tu não és nada Kadilix, tu nem mereces o ar que respiras nem a vida que desperdiças. Tu não és mais que um cobarde e um traidor e, eu posso ser um novato, mas juro-te, pelas vidas que se perderam por tua culpa, pela paz que tu tingiste e pelos sorrisos de alegria que naquele dia cessaram de aparecer. Kadilix vou DESTRUÍR-TE!”
Entre as minhas mãos criei a rocha mais dura e pesada que consegui e larguei-a em cima daquele lixo. De seguida peguei nela de novo e bati com ela na cabeça daquele traste, pousei-a lá e de cima para baixo comecei a dar socos que gradualmente transportavam mais e mais mágoa, mais e mais dor, mais e mais raiva, até que a rocha partiu em cima dele e eu, simplesmente continuei, até ele ficar inconsciente. Para finalizar, rasguei-lhe a sanidade com um tremendo ataque de Psicoenergia.
Levantei-me e virei costas, pensando que não precisava de mais para o derrotar, fui ingénuo. De repente vi espigões de Ferro a dirigirem-se a mim a partir do chão, um deles atingindo-me a perna direita. Ferido e incrédulo olhei para trás, para o ver de pé, a sorrir e, lentamente, a recuperar o braço esquerdo. Usei Gravidade para fazer com que o resto dos espigões ficassem esmagados contra o chão e para fazer Kadilix levitar, imediatamente usando Magnetismo para o esmagar contra a montanha. Usei Electricidade para rebentar com ele, mas não foi suficiente e ele recuperou rapidamente.
Kadilix atirou-se de novo para a base da montanha e, ainda sorrindo, começou a caminhar rapidamente na minha direcção. Eu sentia-me cada vez mais impotente e desesperado portanto comecei a juntar elementos, lancei-lhe bolas de Água que congelavam a meio caminho graças ao elemento do Gelo, mas ele, mesmo levando com pedaços maciços de gelo, continuava a caminhar na minha direcção, não afectado.
Quando ele estava demasiado perto, criei um Fogo imenso para o parar e recuei para lançar bolas de Terra que, ao passarem pelo fogo, ficavam em lava recém-criada, mas ele criou um escudo de Ferro que o guardou. Aterrorizado usei um feixe sólido de Luz que atravessou o escudo e atingiu Kadilix, mas de nada fez, pois ele, mesmo sem metade do tronco, avançava com o sorriso sempre na boca.
Ele estava a reconstituir-se a uma velocidade muito elevada, então eu usei um ataque de Som que fez com que Kadilix cai-se por terra com a mão direita a agarrar a cabeça, em desespero. Pensei então que podia aproveitar o momento para o prender ao chão, usando o meu próprio controlo sobre o Ferro para o prender e o meu poder sobre o Ácido para o corroer quase completamente, sobrando apenas as pernas e parte do tronco.
Desta vez fui examinar para verificar se ele estava acabado ou não e, para minha loucura, ele ainda se reconstituía. Então, quase que por desespero, usei o meu controlo sobre o Tempo para abrandar o tempo da reconstituição, o meu controlo sobre a Vida para ele perder qualquer tipo de força e vitalidade e o poder das Sombras para criar 5 espigões que o trespassaram e fecha-lo numa esfera de sombras que depois fiz explodir.
Estafado e ainda trémulo, viro-me e vejo Kadilix. Eu, gaguejando de terror, perguntei “C-Co-Com-Como e-é qu-que sob-sobre-sobreviveste?”, ele respondeu sorrindo “O que não me mata faz-me mais forte e como tu não fazes nada de jeito, tu não me consegues matar, novato.”.
Eu, sem pensar, com sentimentos de raiva, frustração, medo e humilhação, deixei cair os dois pares de garras, que nem sequer usei e que levava comigo, e a capa das minhas costas. Preparei-me e saltei o mais alto que podia, ignorando a dor na perna. Levantei os dois braços ao ar e entre as minhas mãos criei uma esfera na qual concentrei todo o meu poder, Terra, Ferro, Electricidade, TUDO. Dentro da esfera então criaram-se 19 esferinhas coloridas que irradiavam energia elemental, fui então pressurizando mais e mais a esfera até chegar ao ponto de poder ser lançada só com uma mão.
Olhei uma última vez para Kadilix e lancei a esfera contra ele num berro que dizia “EU NÃO SOU NENHUM NOVATO!”. Eu vi a esfera a dirigir-se directamente a Kadilix, que simplesmente começou a rir às gargalhadas. Mal a esfera estabeleceu contacto, gerou uma explosão massiva, esférica e devastadora que se começou a alimentar dos elementos circundantes e irradiava um brilho de cores misturadas que ofuscavam qualquer pessoa, o mais longe que estivesse.
E, à medida que perdia altitude no salto, no meio do cansaço e da concretização, lembrei-me de um nome merecedor de caracterizar aquele momento “Explosão Universal!”.



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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Sex Ago 26, 2011 1:53 am

Está bom, gostava de saber como é que o Kadilix consegue Razz E não percebo porque que não há mais gente a comentar, podiamos fazer como nos velhos tempos Very Happy

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Ago 31, 2011 8:03 pm

pois era Lumix, era espectacular chegar ao fórum e ver pessoal a discutir BIONICLE eu, embora silencioso, alegrava-me por não ser o único neste mundo a amar tanto este tema

O Último Álmega

As Consequências
Enquanto caía, reparei que a explosão estava a consumir mais e mais energia das redondezas o que, aquele ritmo iria sugar todo o Universo e cessar a sua existência. Lembrei-me então do poder adjacente e limitado que a voz me deu no início do intervalo, portanto procurei mentalmente um Universo despovoado, uma dimensão sem vida e sem existência e abri um portal, na base da explosão, para essa dimensão.
A explosão foi sugada pelo portal e a paisagem ficou limpa, sobrando apenas a montanha que, inexplicavelmente, continuava intacta. Antes de aterrar, criei um portal por baixo das minhas armas e dirigi-me para ele, caindo dentro da gruta, mesmo enfrente ao pedestal onde repousava o Bastão Álmega.
Reequipei-me e comecei a analisar um pouco o Bastão, era uma arma simples, apenas uma barra com as pontas arredondadas. Tentei então retira-lo do seu local de repouso, mas, mal toquei nele, começou a flutuar e a transformar-se, adoptando a forma de uma lança curta, com duas lâminas serrilhadas, paralelas uma à outra, numa das pontas.
Ao pegar no bastão, comecei a sentir um conforto fora do normal e a ferida que tinha na perna sarou, parecendo que a arma em si estava feliz por ser eu a usá-la.
Saí então da gruta com o Bastão Álmega nas mãos, as garras de Elehk (que eu baptizei de 'Garras de Protoaço Prolongado' pelo seu aspecto e pelo material de que são constituídas) às costas, presas nas lâminas da capa e as minhas primeiras armas, que eu baptizei de 'Garras Negras' por três motivos, é a cor do metal das garras, é a cor normalmente atribuída ao elemento Terra, que é o elemento independente delas, e porque foram as armas com as quais eu lutei contra Teridax.
Deslizei então até à base da montanha e reparei que no solo estava um ser com o qual eu já tinha lutado, nas provas. Lembro-me que o ser se chamava Axonn, era dono de uma força extrema e que usava a Kanohi Rode, a Máscara da Verdade o que fazia com que mentir para ele fosse uma tarefa inútil. Aparentemente não tinha memória alguma do nosso confronto, o que confirmava o que a voz me disse. Ele perguntou-me se era eu o causador daquela destruição, eu confirmei. Axonn unicamente me disse que eu era demasiado poderoso para andar em liberdade pelo Universo, antes de aparecer um ser horripilante e dourado atrás dele.
Fui então teletransportado por esse ser, para uma enorme prisão chamada de Pit, o Abismo. Eu aceitei o julgamento e aproveitei o tempo e a oportunidade para meditar no meu futuro e nas minhas escolhas. Dei conta que não estava à altura para enfrentar Teridax, se para matar Kadilix tive de criar um ataque tão poderoso que teve de ser enviado para outra dimensão para não destruir esta, eu claramente não estava à altura de matar o assassino do meu povo.
Até que, passados alguns meses, houve um grande abalo e um tremendo terremoto que fez com que grande parte das instalações ruíssem e criou um enorme buraco no tecto da prisão, que jorrava água. Depois de ver que aqueles que tinham tido contacto com aquela água tinham ficado mutados permanentemente, eu criei um pequeno altar a que atribuí o poder elemental do Ar, esse altar criou uma bolha de ar entorno da cela que a protegeu das águas infectadas. Melhorei então a construção da cela para ela não sair do sítio, usando o elemento do Ferro.
Fui usando o elemento de Psicoenergia para recolher materiais das ruínas das celas, para construir armas enquanto o tempo passava. Criei então um martelo enorme e pesado a que atribuí o poder individual da Gravidade e baptizei de 'Martelo Esmagador' nome que basicamente diz tudo, duas mãos gigantescas às quais atribuí o poder da Pedra e baptizei de 'Garras Gigantes' e uma espada larga e pesada, em que usei duas lâminas e atribuí a cada uma o poder da Luz e das Sombras, criando uma arma quase impossível de usar sem maestria, que baptizei de 'Espada do Crepúsculo'.
Como ainda tinha tempo, criei outro altar que esculpi, e criei 6 máscaras, nas quais reparti o meu poder para o caso de me ver envolvido noutra batalha como a que estive anteriormente. As máscaras tinham originalmente uma cor prateada, mas quando as carreguei com a minha energia elas ganharam uma cor dourada metálica. Criei então, quase como precaução, dois pares de máscaras do Tempo e da Vida que curiosamente ficaram com cores diferentes.
Como o último ano de intervalo estava quase a terminar eu criei uma última coisa, um expositor para todas as armas que tinha criado. Antes de voltar para a minha terra natal reforcei as barras da cela para ninguém, excepto eu, poder entrar ali e abri o último portal que podia formar naquele ano, com destino à porta do templo.
Entrei no templo e a minha armadura voltou às cores pretendidas. Antes de a voz poder dizer alguma coisa eu comecei a falar, “Peço desculpa! Fui um idiota e um ingénuo, tu tentaste avisar-me para eu não enfrentar Teridax, mas eu não liguei, confiante de que podia destruí-lo, quando quase nem sequer conseguia destruir o traidor do Kadilix. Eu quero continuar os treinos e ficar mais poderoso, o suficiente para matar Teridax!”.
A voz respondeu de uma forma suave, como de quem já soubesse de tudo aquilo que eu disse, como de que um ancião que perdoa o servo depois de ele o insultar. Com uma amizade quase que garantida e incondicional, a voz disse apenas com um pouco de cansaço “Bem-vindo de volta, Rarkish.”



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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Sex Set 09, 2011 2:03 am

Esqueci-me de postar o capitulo na quarta peço desculpa a quem estiver a seguir a história, aqui está o capitulo

O Último Álmega

Os Treinos Continuam
Tal como da última vez, no momento em que entrei no templo, uma grande quantidade de poder foi-me entregue, só que, desta vez, quase nem reparei porque me distraí com o pedido de desculpas. Mal o momento acalmou eu mudei de forma de novo, para um corpo um pouco mais largo e resistente, para poder receber a outra metade de todo o poder sem, literalmente, rebentar.
Foi então que tomei atenção ao altar, o troféu que repousava em cima dele estava mudado, em vez de dourado, agora brilhava com uma cor de platina e estava muito mais ornamentado e, sinceramente, mais bonito.
A voz começou de novo a falar, dizendo “Então, estás preparado para a segunda fase do treino?” eu acenei que sim e avancei para tentar tocar no troféu modificado, só para aparecer, para meu susto, enfrente de um dragão gigantesco que imediatamente me atacou cuspindo energia pela boca, que eu inexplicavelmente defendi, criando um escudo à minha volta, que me protegeu do ataque.
O dragão parecia confuso e eu tinha uma pequena vantagem nesses termos, embora achasse aquele poder novo, eu sabia que era o poder da Kanohi Hau, Máscara da Protecção, de onde tinha vindo e porquê (pensava eu pelo menos). A batalha foi-se desenrolando e tanto o dragão como eu fomos ganhando vantagem e perdendo-a, com sessões de batalha que eram interrompidas com momentos de descanso quase em uníssono.
Eu não tinha forma nenhuma de o vencer sem ser usando a minha própria força física, pois além de ter todas as armas na cela na prisão do Pit, não tinha mais acesso aos meus poderes elementais e atacar com uma Kanohi que cria escudos é um pouco complicado.
Os dias passavam rapidamente e nenhum dos lados cedia, eu então tentei uma estratégia de combinação de velocidade, agilidade e força. Comecei a correr em torno do monstro, enquanto ele lançava energia, falhando sempre, comecei a acertar numa rocha das redondezas, o que o distraiu durante uns segundos, que eu usei para correr pelas costas dele até à cabeça. Antes de chegar à cabeça saltei e, com toda a minha força, caí em cima do crânio da besta, esmagando-o contra o chão num tremendo estrondo.
Caí por terra e dei conta que aquela batalha tinha durado meses e que, se todas as batalhas assim fossem, aquele desafio não ia ser nem fácil, nem rápido.
Quando voltei ao templo, e depois de ter ficado algum tempo em descanso, continuei. Só parei alguns combates depois, quando ganhei o poder da Kanohi Olmak e pedi para poder ter um pequeno intervalo de 1 mês, porque precisava de armas e de asas. A voz respondeu ao meu pedido dizendo “Tu não vais precisar de asas e quanto às armas, tu estás a sair-te bem sem elas e se as trouxeres eu vou bloquear os seus poderes elementares. Tens a certeza que queres aumentar o tempo que aqui vais passar só para coisas desnecessárias?”, a voz parecia verdadeiramente desesperada, eu respondi que precisava daquele tempo para relaxar um pouco e precisava das armas para lutar e acabar tudo mais cedo, com ou sem poderes. A voz concordou e rapidamente saí do templo, para um portal que parava em Xia.
Quando saí em Xia quase não conseguia respirar, a poluição era enorme, rapidamente me dirigi para um género de ferro-velho, onde encontrei uma armação quase desfeita, que dava para umas asas perfeitas, com algumas melhorias obviamente. Enquanto saía daquele local vi 6 lesmas roxas, grandes e moribundas que lentamente se dirigiam a mim, peguei nas 6 e abri um portal para a minha cela.
Na cela, pousei as lesmas no chão, perto do altar que dava todo o ar àquele local. Elas gostaram tanto daquele lugar que eu esculpi-o de forma que as lesmas pudessem descansar sempre lá.
Com o tempo, enquanto reconstruía as asas, descobri que aquelas lesmas conseguiam estabelecer uma ligação mental comigo por causa da minha forma física. Desde o início da minha vida, inexplicavelmente, eu conseguia abrir a zona da minha nuca, eu nunca soube o porquê, mas nunca me incomodou portanto mantive sempre essa característica. As lesmas conseguem estabelecer contacto mental comigo, entrando nesse espaço que consigo abrir.
Desde que a primeira lesma fez isso eu aprendi bastante sobre aqueles seres, soube que na verdade esses seres chamavam-se Kraata, que estavam no auge do seu poder, que cada uma tinha um poder individual e que me podiam ajudar a encontrar Teridax, porque elas tinham sido na verdade criadas por ele e foram também abandonadas por ele em Xia, por isso queriam ajudar-me na vingança.
Eu consegui acabar as asas com restos de outras celas do Pit e o resultado final ficou fantástico, usando dois pares de armas atribuí às asas poderes individuais de Ácido e de Ar, dando-lhes a habilidade de voar sem se ter de dar lanço e de se poder atacar com bolhas de Ácido que as asas deixavam pelo caminho do voo e que o utilizador podia controlar mentalmente. O único senão que as asas tinham era ter de largar a capa para a poder utilizar.
Ao olhar para a capa lembrei-me de tudo pelo que passei, cada um dos rasgões que a capa apresentava, representava uma batalha e uma vitória interior contra o mal, mas a capa tinha um simbolismo muito maior que isso, simbolizava o último ano de vida dos Álmega e da minha felicidade, a traição de Kadilix e a razão pela qual Makuta Teridax deveria morrer, sendo ela também a única forma de eu saber se estava a entrar no caminho do mal. No dia em que ela ficasse linda e perfeita de novo, seria sinal de que eu não podia voltar mais atrás, pois teria cedido à maldade e esquecido as minhas origens.
Criei também mais 2 armas, uma era um 'shuriken', uma espécie de estrela com lâminas na pontas, o que eu criei tinha quatro lâminas e um tamanho gigantesco tinha também poderes individuais do Plasma, que lhe dava a habilidade de cortar todo o tipo de material, baptizei-o de 'Shuriken Retalhador'; a segunda arma que criei foram umas espadas gigantes, com poderes individuais de Ferro que, quando activadas, geravam uma protecção quase impenetrável, baptizei-as de 'Lâminas Amaduradas Duplas'.
Por fim, antes de acabar o mês, usei toda a minha força e energia para transportar a cela e todo o seu interior para a entrada do templo, a partir de um portal. Quando cheguei à zona do templo, perdi um pouco de tempo para conhecer as Kraata e perguntei a cada uma delas qual o seu poder, como cada uma tinha uma forma que imitava estágios de vida das Kraata, eu gravei num pedaço de madeira que estava ainda no chão, das casas destruídas, os poderes de cada uma e o nível do estágio que imitava.
A que imitava o nível 1 tinha o poder de criar Campos de Estase, a que imitava o nível 2 tinha o poder de induzir Sono no adversário, a que imitava o nível 3 tinha o poder da Elasticidade, a que imitava o nível 4 tinha o poder da Visão Laser, a que imitava o nível 5 tinha o poder da Disrupção Molecular e a que imitava o nível 6 tinha o poder da Invulnerabilidade limitada, as 6 Kraata concordaram em emprestar-me os seus poderes na luta contra Makuta Teridax.
Entrei de novo no templo, para continuar as provas, com asas às costas, o Bastão Álmega e o Martelo Esmagador em cada uma das mãos. Enquanto caminhava reparava no silêncio da voz que nada acrescentou ou perguntou. Fui, também silencioso, na direcção do trofeu e, como sempre, antes de lhe tocar, fui transportado.
Consegui demorar menos tempo nos combates, embora não tivesse os elementos das armas para me ajudar. Mesmo com as armas demorei no total, contando também com o intervalo, 1 000 anos a completar a última fase, sendo que o último poder que recebi foi o poder da Máscara do Voo, Kanohi Kadin. Estava confiante com o fim, pensava que mal tocasse no troféu não me preocupava mais com falta de poder e só me tinha de preocupar com a minha vida, eu estava errado, o pior estava para vir e tudo o que eu sabia, na verdade, não era nada.

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Set 14, 2011 3:48 pm

Hoje é quarta, e desta vez não me esqueci, espero que gostem e comentem

O Último Álmega

A Confissão do Fim
Antes de me dirigir ao troféu para lhe tocar uma segunda e última vez, a voz, para minha surpresa, voltou a falar, discursando o discurso que iria mudar a minha forma de pensar de todo o que tinha vivido durante aqueles anos todos, “Rarkish...Conseguiste superar todos os desafios com excelência e muito mais cedo do que eu pensava e por isso devo-te a verdade. Na verdade tu não estiveste este tempo todo a lutar contra seres no Passado e no Futuro, mas sim com ilusões. Sempre que tentavas tocar no troféu eu activava uma ilusão, nunca realmente arriscaste a vida, se alguma das ilusões te matasse, na realidade nada acontecia.
Tudo começou quando eu reparei que Teridax e o resto dos Makuta, estavam a recolher dados do funcionamento do Universo e a livrarem-se de raças que lhes poderiam ser prejudiciais, das quais a tua era a principal, porque, embora pacífica, embarcava uma lenda de um salvador que iria livrar não só os Álmega, como todo o Universo de qualquer maldade ou tirania.
Pouco depois do massacre, reparei que tinham havido dois sobreviventes da raça, mas só tu tinhas ficado na tua terra natal e, por coincidência eras tu aquele que tinha o destino de albergar mais do que um poder. Antes de acordares usei parte das tuas memórias para criar uma réplica do templo, que tinha sido quase todo destruído pelos Makuta.
Mal entraste no templo ficaste sob uma pseudo-ilusão, porque podias mexer-te e actuar normalmente, mas as tuas acções não iriam funcionar exactamente como na realidade, por isso é que quando saías do templo a tua armadura não ficava exactamente como querias e só com a verdadeira noção dos factos é que a podias modificar.
Com o tempo e com as batalhas foi cada vez mais complicado usar os destinos de tantos seres para tu combateres, mas poderes reconhecer quando chegasse a altura do intervalo e seres capaz de voltar. O mais complicado foi depois do primeiro combate, criar a cicatriz na tua face e no centésimo vigésimo combate quando quiseste guardar as armas de Elehk, eu tive de alterar a tua própria noção do tempo e mandar um agente de Artahka trazer umas réplicas perfeitas enquanto estavas inconsciente.
Depois do intervalo eu estava gradualmente a perder mais e mais energia porque Makuta Teridax infectou-me com um vírus que fez com que eu caísse num planeta aquático. Por isso não queria que tu fizesses a pausa que querias e por isso é que não falei mais até agora.
Todos os poderes que pensas que eu te forneci, foste tu mesmo que os activaste, porque verdadeiramente acreditaste na ilusão, até o poder adjacente e limitado que pensas ter recebido no intervalo, ele não era adjacente nem limitado, era teu, tu apenas não quiseste arriscar e usaste-o exactamente 3 vezes nesses 2 anos.
No momento em que tocavas no troféu, eu apenas te renovava as forças, por teres ficado tanto tempo sobre ilusões e para os teus músculos não atrofiarem.
O único ser que mataste em toda a toda vida foi Kadilix e mais ninguém. Por fim, o meu nome é Mata Nui, sou o espirito que guarda este Universo e estou a morrer. Preciso da tua ajuda para derrotar Teridax antes que ele me mate a mim.
É esta a tua missão final e, para te ajudar, eu irei restaurar-te as forças uma última vez. Quando tocares no troféu ele irá abrir a única parte do templo que continuou intacta. Boa Sorte Rarkish.”
Eu fiquei boquiaberto com todas aquelas novidades, senti-me enganado, iludido e traído. Eu não disse nada porque imediatamente percebi que não havia outra forma de eu aceitar e de ficar tanto tempo sobre o conselho de alguém desconhecido se, durante esse tempo, não fosse descobrindo novos poderes e me sentisse gradualmente mais forte com os mesmos.
Determinado, ciente da minha vida, toquei no troféu que me renovou as forças e deslizou um pouco para trás. Nesse momento o templo transformou-se em areia que evaporava antes de chegar ao chão. Uma gigantesca estátua metálica do símbolo Álmega apareceu por trás do altar e a luz exterior reflectia no metal e era redireccionada para um ponto no chão, onde estavam pousadas dois braceletes, eu peguei neles e coloquei-os nos pulsos, eles começaram a transformar-se num género de soqueiras que me cobriram as mãos. Eu já tinha ouvido falar daquelas armas, eram das duas armas lendárias feitas pelos Álmega, o poder destas armas variava de utilizador para utilizador, pois elas transformavam-se no tipo de arma mais adequado para eles.
Era dito que estas armas viam a alma do utilizador e transformavam-se conforme a personalidade (tal como acontecia com o Bastão dos Álmega) e conforme o poder mais adequado, não usando poderes elementais mas físicos ou psicológicos e pelos vistos a minha alma desejava umas soqueiras.
Mal eu estiquei o braço uma onda de energia saiu da soqueira e dirigiu-se para uma montanha nas redondezas, destruindo-a, e só um nome me veio à cabeça possível de classificar aquelas armas, 'Destruidores Álmega'.
Saí então do terreno do templo e dirigi-me para a minha cela, pousei os Destruidores no chão da cela e peguei nela para a pousar mesmo onde devia ser a porta do templo, tornando aquele o meu eterno ponto de retorno.
Pedi a uma das Kraata para me ajudar a encontrar Teridax, ela foi-me guiando para Norte no Universo. Eu fui andando a pé, para não ser descoberto, caso Teridax conseguisse controlo sobre o Universo.
Quando estava na zona da prisão do Pit, a Kraata disse-me que Teridax se estava a mover a uma grande velocidade, para o extremo Norte. Antes que pudesse retomar caminho senti um enorme vazio no ambiente, como se toda a vida tivesse cessado, deduzi que Mata Nui tinha morrido e que já era demasiado tarde. Seguindo o conselho da Kraata eu comecei a correr em direcção à cidade mais a Norte do Universo.
Mal pousei pé na cidade senti de novo vida a entrar por todo o lado e vi logo que Mata Nui tinha ressuscitado. Fui em direcção ao centro da cidade e eventualmente descobri que debaixo do edifício central da metrópole existia uma rede de túneis. Eu acedi aos mesmos usando o poder da Máscara da Intangibilidade.
Demorei algumas semanas a chegar a uma portinhola atrás da qual a Kraata dizia que se encontrava Teridax. E é aqui que agora me encontro, a relembrar todos os passos que dei até este momento, não sei o que o Futuro me reserva mas irei lutar para poder descobrir.


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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qua Set 21, 2011 3:44 pm

Penúltimo capitulo

O Último Álmega

A Batalha pelo Universo
Passo agora pela portinhola usando de novo o poder da Máscara da Intangibilidade. Ao passar pela portinhola entro num espesso nevoeiro esverdeado, e começo a ouvir aquela voz fria, que sozinha já é sinal de maldade, a voz diz “Então sobrevives-te? Ha, ha, ha, ha, ha, o justiceiro, o escolhido, o Último Álmega. Deves estar orgulhoso por ser o único da tua espécie que os idiotas dos meus irmãos não conseguiram matar, o único cobarde que preferiu fingir de morto do que proteger a raça que agora quer vingar.”.
Eu tento manter a calma enquanto sorriu perante a ignorância de Teridax. Ele, perplexo, pergunta “Porque sorris?” eu respondo “Eu não me escondi e não foi incompetência dos teus 'irmãos' o facto de eu ainda estar vivo, foste tu quem não teve poder suficiente para me matar, subestimaste-me e agora vais morrer por esse erro.”.
Teridax ri-se do meu discurso e diz “Tu!? Tu, vais matar o ser mais poderoso do Universo, tu vais matar O Universo. Ha, ha, ha, tu nem sequer foste capaz de matar a criatura que tens dentro de ti, mesmo sabendo que a criei e que faz parte de mim. Tu és um fraco, por muitos poderes que tenhas, tu nunca me poderás vencer.” eu respondo “Eu VOU vencer, porque estou a lutar por uma causa justa, porque tu não podes ter este Universo e porque é o necessário para honrar o nome Álmega!”.
“Honrar uma raça, estúpida o suficiente, para confiar incondicionalmente no ser mais sedento de poder naquela ilha e considera-lo um herói, sem motivo aparente. Tanto a tua honra como a tua 'causa justa' são fúteis, a honra dos teus não existe e a tua causa justa é tornares-te mais poderoso para ajudar o Grande Espirito a livrar-se de mim? Estás a ser usado e estás ciente disso. Este Universo já é meu e não há nada que possas fazer para o evitar, se me conseguires matar, todos os seres que aqui vivem, morrerão, deixarei isso na tua consciência.”, responde Teridax.
Eu pauso durante um pouco e penso no que Teridax me disse e por tudo o que passei durante todo este tempo, então respondo “Kadilix já morreu, ele ficou bastante satisfeito com o pagamento que lhe ofereces-te, portanto tive de o dispensar da vida. Mata Nui vai voltar e ajudar-me a destruir-te e, enquanto eu estiver vivo, este Universo não será teu. Agora aparece, pára de te esconder e luta, se tens coragem.”
Aparece então no centro da divisão uma figura sólida e esverdeada, com o aspecto de Teridax no dia em que assassinou a minha raça. A figura rapidamente ataca e eu defendo usando a Kanohi Hau, que cria um escudo que me guarda. Aproveito então o ressalto do ataque para responder com um feixe sólido de Luz que ele evita atacando com um feixe de Sombras, o estrondo dos dois elementos libertou uma onda de choque que nos atordoa aos dois.
Crio então um portal para a minha cela e pego nas Garras Gigantes e, depois de fechar os punhos, solidifico as armas e ataco a figura, quase destruindo toda a divisão com cada ataque. Teridax agarra-me as armas e desintegra-as, pegando depois em mim pelo pescoço, encosta-me à parede e começa a dar-me socos com toda a força. Antes de começar a perder os sentidos crio de novo um portal e armo as minhas Garras de Protoaço Prolongado electrocutando os braços da figura.
Começo então a dar mais e mais golpes, electrocutando-o cada vez que espeto uma das Garras em qualquer parte do seu corpo.
Teridax então responde usando Electricidade e electrocutando-me também, mas antes de me atingir uma quinta vez eu largo as armas por um portal e crio uma parede de Terra que bloqueia a corrente. Aproveitando o momento, lanço rochas que atravessam a parede de Terra mas são imediatamente desintegradas por Teridax antes de o poderem danificar.
Makuta usa então o seu controlo sobre a Gravidade para me colar de novo a uma parede, aproximando-se e preparando os olhos para lançar lasers. Felizmente lembrei-me que a Kraata que me tinha guiado a Teridax era da Visão Laser e contra ataquei a investida dele, usando o poder da lesma, os dois lasers chocam a meio caminho, criando uma esfera avermelhada no local de impacto. Equipo rápidamente as Lâminas Armaduradas Duplas e páro de atacar, defendendo os lasers de Teridax com as Lâminas.
Transporto então outra Kraata, mas como tem o poder de induzir Sono não afecta o Makuta, que continua a investir. Mudo de novo a Kraata mas estou outra vez errado, uso uma que cria Capos de Estase mas não funciona no ser. Sem escolha, tento usar um poder mais físico, o poder da Elasticitade e, literalmente, estico o braço na direcção do ser que vai evitando os golpes e responde na mesma moeda.
Equipo então o Shuriken Retalhador, activo as suas energias de Plasma e lanço-o contra Teridax, que usa os poderes de Vácuo para redireccionar o Shuriken na minha direcção, então uso a Kanohi Matatu, Máscara da Telequinésia, para mudar a trajectória do projéctil para atingir Teridax, que usa Visão de Calor para dividir o Retalhador antes de este o atingir.
Eu aproveito o momento e uso a Kanohi Mohtrek, Máscara da Duplicação Temporal, para criar um duplo que equipa o Martelo Esmagador e acerta em cheio em Teridax.
O duplo desaparece deixando o Martelo que eu recolho, verifico então se Teridax estava acabado, mas tudo o que vi foi a figura não afectada, de braços cruzados e a olhar para mim sorrindo. Esta batalha ainda nem sequer tinha começado, com é que podia pensar que estava acabada.

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Re: O Último Álmega

Mensagem por eskeleto532 em Qui Set 29, 2011 12:20 am

Capitulo final

O Último Álmega

“É o FIM!”
Quando dei por mim, a batalha já tinha durado 6 meses e Teridax manteve sempre a vantagem, ele nem sequer mostra sinais de cansaço e eu estou completamente estafado. A visão dentro daquele local é arrasadora, as paredes então amassadas e queimadas pelos choques que a batalha gerou, no chão vêem-se poças de Ácido e de Água, aleatoriamente distribuídas pelo espaço que sobra das estalagmites de Gelo, Ferro e Pedra, abraçadas por vinhas e troncos do poder de Planta que também abraça cada uma das metades do Shuriken Retalhador que se manteve enterrado no chão mesmo depois deste tempo todo. O ar dentro da divisão sente-se pesado e de quando a quando, estala uma faísca de electricidade que se destaca dentro da escuridão esverdeada em que estamos envolvidos.
Eu só tenho mais um pequeno trunfo na manga, já usei todos os meus poderes elementais e suas combinações, todos os poderes das Máscaras Kanohi, todos os poderes das Kraata que estavam, agora, exaustas, e quase todas as armas. Como a batalha foi tão longa eu acabei por usar 5 das Máscaras Douradas que criei para último caso e a única arma que ainda não usei são os Destruidores Álmega.
Equipo-me de novo com a Espada do Crepúsculo e avanço contra Teridax, usando o poder de Luz da Espada para enfraquecer o Makuta que mostra óbvios sinais de aborrecimento. À medida que ele evita os golpes, eu equipo o Bastão Álmega e congelo parte do seu corpo ao solo, rapidamente cobrindo o gelo com uma espeça camada de ferro. Enquanto Teridax se dissolvia no ar para poder libertar-se da armadilha, eu apercebi-me que para o vencer tinha de enclausurar toda a sua essência, que flutuava em meu redor, e destruí-la toda ao mesmo tempo, não dando ao Makuta hipótese para se reconstituir.
Equipei então as Garras Negras e, usando o meu poder e o delas, criei uma cúpula que foi fechando rapidamente e prendeu a essência de Teridax, incapacitando-o de me atacar. Antes que pudesse atacar, sinto um enorme estrondo que me faz cair de joelhos no chão e me arruína a concentração, libertando a essência do Makuta que parecia também um pouco admirado com o abalo.
Makuta então pára à minha frente, completamente distraído e ignorando-me totalmente. Eu crio então um holograma usando o poder da Luz e, usando o poder da Kanohi Olmak, crio um portal que me faz sair para fora do Universo. No momento em que sou transportado vejo dois robots gigantescos a lutar e imediatamente deduzo que TODO o 'Universo' onde vivi durante tanto tempo é na verdade um robot gigante, controlado, agora, por Teridax e que luta contra outro robot um pouco mais baixo e com um aspecto mais frágil.
Eu começo a juntar as peças do pequeno puzzle e chego à conclusão que aquele é Mata Nui que luta contra Teridax a partir de fora e confia em mim para lutar contra ele a partir de dentro. Criei outro portal a meio caminho e voltei para dentro do Universo, fiz com que o holograma desaparecesse e disse a Teridax “Eu disse-te que Mata Nui voltaria para me ajudar. Eu sabia que, mesmo depois de tanto tempo sem te responder, ele viria ajudar-me a derrotar-te.” Makuta apenas sorriu e olhou para mim durante momentos, sem responder.
Eu então uso o último trunfo que tenho, os Destruidores Álmega, equipo-os e concentro a pouca energia que tenho num ataque que faz com que a forma sólida de Teridax se desfaça contra a parede. Eu rapidamente transporto a última Máscara Dourada e reabsorvo toda a sua energia, sinto-me de novo capaz de acabar com Teridax.
Vejo então a sua forma sólida lentamente a formar-se e a dirigir-se até mim preparando o golpe final, até que pára a meio caminho. Eu, perplexo afasto-me e de repente vejo um enorme rochedo a entrar pela divisão, arrastando-me a mim e à essência de Teridax para dentro da cabeça do 'Universo'.
É então que, no meio da confusão, vejo a essência do mal a desvanecer e a desaparecer rapidamente. Antes de desaparecer eu só me lembrei de lhe dizer uma última coisa, “É o FIM!”. Noto então um sorriso a formar-se e a desaparecer lentamente, Teridax morre.
Sinto-me aliviado, mas tenho de parar este rochedo antes que atinja a cidade e tire milhares de vidas. Ainda com os Destruidores armados, concentro toda a minha força em conjunto com o elemento de Gravidade, para dar um tremendo soco contra o rochedo que saiu a voar pelo buraco que criou, antes de todo o 'Universo' cair por terra.
Sento-me agora, exausto, no enorme buraco criado pelo objecto, a olhar para um céu azul iluminado por uma esfera de luz e penso “Que o Mundo não cometa os erros do Passado, para assim podermos aproveitar, realmente o Futuro.”

FIM


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Re: O Último Álmega

Mensagem por Lumix em Qua Out 05, 2011 6:16 pm

Está fantástico Very Happy muito bem. E a lição do fim enquadra-se na realidade também Very Happy

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Re: O Último Álmega

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